Mineração alinhada ao ESG impulsiona soluções para aço verde, eficiência de materiais e transição energética
25/09/2025
Tema foi abordado por Raul Jungmann em mesa-redonda na Semana do Clima de Nova Iorque.
A convite da Accenture, Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), participou em 25 de setembro de uma mesa-redonda sobre a descarbonização do aço na programação da Semana do Clima de Nova Iorque. Para Jungmann, “a descarbonização do aço é um componente fundamental da transição energética e da busca por uma mineração ainda mais verde”. O encontro discutiu caminhos para reduzir emissões na cadeia do aço em escala global, contexto em que o IBRAM e suas associadas reforçam compromissos alinhados aos princípios ESG, com foco em sustentabilidade, segurança, respeito às pessoas e ao meio ambiente.
Sobre esses princípios, Raul Jungmann abordou a Agenda ESG da indústria mineral brasileira que orienta compromissos setoriais em relação a meio ambiente, às pessoas e à governança: “o setor mineral do Brasil defende e pratica uma transformação profunda e rápida de seus processos para alcançar um maior equilíbrio entre a produção e a preservação ambiental, o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida”, afirmou Jungmann.

Ações e caminhos para o aço de baixo carbono
O diretor-presidente do IBRAM destacou que a transição energética exige novas rotas tecnológicas na siderurgia brasileira. São apontadas alternativas como uso de biomassa, gás natural e hidrogênio verde, além do avanço do chamado briquete verde, solução de aglomeração de finos de minério de ferro com aglomerantes que dispensam a queima usada na sinterização.
Minerais críticos e estratégicos contribuem diretamente para a eficiência e a redução de impactos. O nióbio permite desmaterialização de até 20% no uso de matérias-primas, favorecendo estruturas mais eficientes e veículos mais leves. O níquel é amplamente aplicado em aços inoxidáveis, aprimorando propriedades metálicas, e o vanádio eleva a resistência com menor peso.
A economia circular é outro vetor central. O setor mineral ressalta o potencial de reaproveitamento de resíduos e sucata, a eletrificação de equipamentos e a troca de combustíveis como medidas de médio prazo para reduzir emissões na metalurgia. Entre os exemplos citados estão o uso de escória de ferroníquel em pavimentação, estudos com rejeitos para cimento geopolimérico ecoeficiente e iniciativas de “areia sustentável” produzidas a partir de rejeitos para aplicações em construção e estradas.
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