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Raul Jungmann ressalta protagonismo da mineração na crise climática em evento do BCG

Notícias GeraisSustentabilidade

25/09/2025


Encontro ocorreu durante a Semana do Clima de Nova York

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, participou nesta quarta-feira (24/9) de um encontro promovido pelo Boston Consulting Group (BCG) durante a Semana do Clima de Nova York. O evento reuniu líderes globais para debater desafios e oportunidades ligados à sustentabilidade, ocasião em que Jungmann destacou o papel central da mineração na transição energética e no futuro de uma economia de baixo carbono.

Segundo ele, o setor ainda carrega “marcas muito fortes do passado”, desde a Revolução Industrial, quando a extração de carvão se tornou essencial para a geração de energia. Esse histórico, somado ao impacto de acidentes, continua a influenciar a percepção pública sobre a atividade. “É uma espécie de peso sobre a mineração, que também se caracteriza por sua invisibilidade, já que tudo em nossa vida depende de minerais, mas poucos percebem isso”, afirmou.

Essa invisibilidade, no entanto, contrasta com o papel indispensável que a mineração desempenha no cotidiano. Jungmann lembrou que quase tudo ao redor da sociedade moderna é mineral ou derivado de minerais: de edifícios e celulares a joias e até a água. Apesar dessa relevância, o setor só recentemente conquistou maior visibilidade, especialmente diante da urgência climática. “Não há possibilidade de uma transição para uma economia de baixo carbono sem a mineração, sem minerais críticos e estratégicos”, destacou.

Raul Jungmann ressalta protagonismo da mineração na crise climática em evento do BCG
Evento do BCG – crédito: divulgação

Minerais críticos e papel geopolítico

Entre os insumos fundamentais para essa mudança, ele citou níquel, lítio, estanho, terras-raras, além de ferro e aço, indispensáveis para consolidar alternativas energéticas mais sustentáveis. Jungmann ressaltou ainda que a pandemia evidenciou a necessidade de os países fortalecerem suas próprias cadeias de valor, colocando a mineração em posição de destaque no cenário geopolítico global.

No caso brasileiro, o dirigente enfatizou a importância de minerais voltados à segurança alimentar, como potássio e fosfato, estratégicos para a agricultura. “O futuro estendeu a mão para a mineração. Cabe a nós responder com responsabilidade e visão de longo prazo”, concluiu.

Ele também destacou que o setor vem incorporando cada vez mais práticas sustentáveis, como a descarbonização das operações, a circularidade e o reuso de sucatas. Segundo Jungmann, não há espaço no futuro para empresas que não integrem a sustentabilidade em sua estratégia. “É a sustentabilidade que deve dar suporte ao lucro, e não o contrário”, afirmou. Além do IBRAM, participaram do encontro representantes da IPAM Amazônia, Natura e Hydro.

 


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