IBRAM mostra como a mineração pode gerar, reter e recuperar valor por meio da economia circular
12/11/2025
Tema foi debatido durante programação paralela da COP30.
Entre os desafios climáticos e a urgência por desenvolver novos modelos econômicos, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) reforçou, nesta quarta-feira (12/11), durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que a mineração pode ser parte da solução para um futuro de baixo carbono e de uso mais inteligente dos recursos naturais. A mensagem foi apresentada pela gerente de Sustentabilidade do Instituto, Cláudia Salles, durante o evento “SB COP | Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), em Belém (PA).
Em sua fala, Cláudia destacou que a economia circular representa uma grande oportunidade para o setor mineral, especialmente no aproveitamento de resíduos e rejeitos, tradicionalmente vistos como passivos. Segundo ela, ao utilizar esses materiais, como o estéril e os rejeitos, por exemplo, em aplicações na construção civil, a mineração consegue gerar valor, reduzir o consumo de recursos primários e minimizar impactos ambientais.
A gerente também ressaltou o potencial da chamada mineração urbana, que consiste no reaproveitamento de produtos descartados e materiais já extraídos, reinserindo-os no ciclo produtivo e contribuindo para a eficiência dos processos. Cláudia observou que a circularidade é fundamental para qualquer atividade produtiva e vem ganhando força, inclusive nas discussões da 30ª Conferência das Partes da Convenção- Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), diante dos limites planetários de recursos naturais.

Ela reforçou que pensar em uma lógica circular e de eficiência é essencial para reduzir a pressão sobre os recursos naturais. O setor mineral já apresenta bons exemplos, como o uso de rejeitos e coprodutos na regeneração de areia, na produção de materiais cimentícios e na fabricação de remineralizadores agrícolas. Acesse aqui um guia de circularidade do IBRAM.
Para que esses avanços se tornem realidade, Cláudia defendeu a importância do compartilhamento de conhecimento e de uma atuação colaborativa entre empresas, governos e sociedade, promovendo inovação e sustentabilidade ao longo de toda a cadeia de valor. É o que o IBRAM busca fazer junto às empresas associadas.
Cláudia participou do Painel 3, intitulado “Economia Circular: Caminhos para Gerar, Reter e Recuperar o Valor dos Recursos”, ao lado de Luis Felipe Gatto Mosquera, vice-presidente de Jurídico, Sustentabilidade e Assuntos Governamentais da Siemens; Outi Haanperä, diretora do Programa de Sustentabilidade do Fundo Finlandês de Inovação (SITRA); e Francisco Carlos Manesco Junior, gerente de Projetos Estratégicos de Mineração da Vale.
Participação do IBRAM na COP30
O IBRAM agradece às empresas do setor mineral que apoiam sua presença na COP30. São elas: Alcoa; Anglo American; AngloGold Ashanti; BHP; CBA; CBMM; COPELMI; Kinross; Mineração Taboca; Mosaic; Norsky Hydro; Samarco; Vale.