Zamin Amapá adota Poly-Cer, da Metso, para revestimentos dos chutes na mina do Amapá
06/12/2013
Placas quadruplicam vida útil dos revestimentos de proteção e reduzem em 30% o custo de consumo do material na usina de beneficiamento.;
A Zamin Amapá, unidade de exploração de minério de ferro, substituiu o material de proteção usado na operação dos chutes de over do peneiramento secundário da Usina, localizada no Amapá. Com a mudança, a mineradora adotou os revestimentos de proteção fabricados com borracha do tipo SRV e insertos cerâmicos em vez da borracha de pneus. Os novos revestimentos foram padronizados para os chutes de transferências das peneiras e dos transportadores de correia. O resultado da substituição foi o aumento ? em quatro vezes ? da vida útil dos revestimentos e uma redução de 30% no consumo de materiais.;;
O processo de substituição foi iniciado em 2011, quando a mineradora testou os novos materiais e identificou que poderia quadruplicar a vida útil dos revestimentos. A extensão da durabilidade não foi o único ganho. Além de precisar ser substituída com maior frequência, a borracha de pneus ? até então utilizada ? causava alta turbulência nos chutes, o que levava a um desgaste desigual das áreas de transferência. Como as placas de borracha apresentavam desigualdades, as obstruções dos chutes eram outro problema da operação de peneiramento. A turbulência igualmente projetava o minério de ferro a ser processado para fora do chute, agregando outra desvantagem da linha de processamento.;;
?Houve ganhos significativos com a aplicação do Poly Cer, incluindo a diminuição das obstruções, pois a nova placa apresenta uma superfície plana que dificilmente acumula; minério. Além de durar quatro vezes mais que o material anterior, as placas reduziram os eventos surpresa e as manutenções corretivas?, explica Emanuel Belém, coordenador de Engenharia de Projetos. De acordo com o especialista, o desgaste agora ocorre de forma uniforme, otimizando a troca dos revestimentos nas intervenções de manutenção.
?As novas placas estão sendo utilizadas há pelo menos dois anos e meio, superando até a expectativa inicial de 24 meses?, complementa David Foinquinos, vendedor técnico da Metso. De acordo com ele, o chamado borrachão, anteriormente usado, era formado por placas de 80 mm de espessura. Já as novas placas da marca Poly cer, são construídas em borracha do tipo SRV, com insertos cerâmicos e inserto de aço carbono de 5mm, com efeito estrutural. Com 35 mm de espessura, as novas placas tiveram um desgaste de apenas 2mm durante os 60 dias do teste inicial, menos da metade dos 5 mm estimados como desgaste máximo. Com esse resultado, a estimativa de vida útil foi projetada para 24 meses, tempo já superado pela aplicação real em campo.
Assessoria