Votorantim pesquisa aço
15/03/2010
A exaustão do cobre na localidade de Minas do Camaquã, em 1996, levou a pequena comunidade do interior de Caçapava do Sul da pujança de décadas anteriores quando contava até com cinema à condição de cidade-fantasma. A esperança das cerca de 270 famílias está agora em outra riqueza do subsolo: o zinco.
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A Votorantim Metais tem mais de um terço dos cerca de 400 requerimentos e alvarás de pesquisa de minérios metálicos cadastrados pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) no Estado. A área mais promissora estudada pela maior produtora de zinco da América Latina e sexta no mundo é a Jazida Santa Maria, a poucos quilômetros de Minas do Camaquã e considerada o principal projeto de pesquisa da empresa para a produção do metal no Brasil.
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O diretor de Exploração Mineral da Votorantim, Jones Belther, diz que já é conhecida uma reserva de 33,4 milhões de toneladas com concentração de 2,5% de zinco e chumbo, insuficiente para abrir uma mina. A empresa procura pelo menos 20 milhões de toneladas de minério com um teor de 7%.
? Os resultados são interessantes ? diz Belther, referindo-se à procura por teores mais atrativos.
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Para dar escala ao projeto, a Votorantim também pesquisa em Encruzilhada do Sul, Santana da Boa Vista e Pinheiro Machado. A despeito do teor baixo, pesam a favor a logística e a simpatia do povo pela atividade devido à lembrança de quando o cobre gerava riqueza.
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Após o abandono dos primeiros anos com o fechamento da mina, a localidade voltou a florescer pelo retorno de antigos moradores saudosos e alguma atividade turística, o que permitiu a abertura de hotéis, restaurantes e pequenos mercados.
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Apesar de a população não ter saciada a curiosidade pela atividade das empresas, o subprefeito de Minas do Camaquã, Valter Garcia da Fontoura, ex-funcionário das minas de cobre, aposta na volta dos tempos áureos.
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O Tempo