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Verde Potash aguarda licença para exploração em MG

Notícias Gerais

05/04/2013


A Verde Potash, empresa fundada e controlada por brasileiros e listada na bolsa de Toronto, no Canadá, espera obter até junho a licença ambiental prévia para seu projeto de potássio fertilizante a partir de rocha verdete na região de São Gotardo, em Minas Gerais.
A concessão da licença nesse prazo é essencial para que a companhia consiga alcançar suas metas, entre as quais iniciar a produção de 600 mil toneladas de cloreto de potássio por ano no fim de 2015.
A capacidade de produção do depósito, pesquisado desde 2008, é estimada em 8 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano, com possibilidade de exploração por 30 anos, segundo Cristiano Veloso, CEO da empresa. Na terceira fase do projeto, a produção é projetada em 3 milhões de toneladas em 2019.
A empresa prevê concluir, ainda neste ano, o estudo de engenharia final. A primeira fase do projeto demandará US$ 600 milhões, a segunda US$ 700 milhões, e a terceira, US$ 1 bilhão. Na fase inicial, a ideia é captar 70% dos recursos em bancos de desenvolvimento como o BNDES.
Veloso pondera que a desvantagem do projeto é o maior custo operacional diante de uma mina convencional, pois precisa de transformação metalúrgica e energia para obter o produto. Em compensação, há ganhos de competitividade pela logística, pela proximidade dos consumidores e por ser um depósito na superfície, que entra em produção mais rapidamente, e a um custo menor, do que as minas subterrâneas.
O custo do produto entregue é estimado em US$ 300 por tonelada, praticamente o mesmo valor cobrado pelos grandes produtores russos e canadenses, conforme Veloso.

Valor Econômico


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