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Venezuela assina acordos com a China no valor de US$ 4 bi

Notícias Gerais

17/03/2011


Segundo o presidente Hugo Chávez, o acordo prevê uma uma joint venture entre Petróleos de Venezuela (PDVSA) e Citic Group
Caracas – A Venezuela assinou vários acordos no valor total de US$ 4 bilhões com o Citic Group e Industrial & Commercial Bank of China para o desenvolvimento de projetos no setor de petróleo, mineração, finanças e construção no país sul-americano.
A delegação chinesa chefiada pelo presidente e vice-chairman do Citic Group, Tian Guoli, reuniu-se com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seu Gabinete em Caracas.
“Nós assinamos a certidão de nascimento do que será um gigante; uma joint venture entre Petróleos de Venezuela (PDVSA) e Citic Group”, afirmou Chávez sobre um dos novos acordos assinados.
Chávez disse que os fundos, destinados principalmente para lidar com uma grave carência habitacional na Venezuela, foram apenas uma primeira fração dos memorandos de entendimento.
Para dar suporte aos expansivos programas sociais da Venezuela, Chávez se voltou para a China, faminta por recursos naturais, para obter assistência em tudo, desde financiamento até habitação e máquinas. No ano passado, a Venezuela recebeu uma linha de crédito de US$ 20 bilhões do China Development Bank para o setor de habitação, que é parcialmente pago por embarques de petróleo ao gigante asiático.
Na terça-feira, Chávez assegurou que a China poderá contar com a Venezuela para suas necessidades energéticas. Ele disse que espera aumentar em três anos os embarques de petróleo à China de 400 mil barris por dia para um milhão de barris diários. A Venezuela, um dos maiores produtores de petróleo do mundo pode ter dificuldade para cumprir a meta, tendo sido assolado nos últimos anos pelo declínio da produção e aumento da dívida.
A produção venezuelana de petróleo em 2010 totalizou 2,78 milhões de barris por dia, de acordo o Ministério de Petróleo, abaixo dos cerca de 3 milhões de barris por dia que as autoridades tinha anunciado durante grande parte do ano.
Antes do fechamento dos mais recentes acordos, o Citic Group já tinha acertado com o governo venezuelano a construção de 40 mil unidades habitacionais nos próximos dois anos no país, que está enfrentando uma escassez de moradias de longa data.
No mês passado, o estatal Industrial & Commercial Bank of China anunciou que continuará a centrar foco na exploração de mercados emergentes na Ásia, América Latina e África, onde as taxas de crescimento são altas, de acordo com o jornal Financial News do banco central chinês.
“Nós temos de estudar a China”, declarou Chávez.
Nos últimos dias, o presidente venezuelano citou várias negociações em curso entre a Venezuela e a China, incluindo um acordo para construir uma nova fábrica de máquinas agrícolas no país sul-americano.
Falando durante seu programa semanal de televisão “Olá, Presidente”, Chávez disse que a Venezuela vai começar a importar máquinas, desde que a China forneça crédito para a compra de bens, mas acrescentou: “Pedi a eles para construir uma fábrica de máquinas aqui e eles estão dispostos”.
No início deste ano, o governo da Venezuela anunciou uma ambiciosa proposta para a habitação e iniciativas agrícolas, que inclui planos para a construção de 2 milhões de novas moradias para a população pobre do país até 2017. Na terça-feira, Chávez declarou que Citic Group iria desempenhar um papel fundamental na implementação do nobre objetivo. As informações são da Dow Jones.

O Estado de São Paulo


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