NOTÍCIAS

Vale vai ampliar pesquisa de produtos em Minas Gerais

Notícias Gerais

28/01/2013


Empresa destina R$ 20 milhões para expandir laboratório em Nova Lima e fazer testes e análises em carvão da África
Referência mundial da mineradora Vale na área de pesquisa e desenvolvimento de produtos, o Centro de Tecnologia de Ferrosos que a companhia mantém em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, está sendo ampliado para abrigar um laboratório avançado de análises e testes de carvão mineral extraído nas reservas da Vale na África. O investimento inicial em obras civis e equipamentos que deverão entrar em operação neste ano soma R$ 20 milhões, como parte de um orçamento para 2013 de US$ 1,1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento.
As instalações mineiras já estão recebendo amostras do carvão que a Vale começou a explorar na mina de Moatize, em Tete, Moçambique, para testes metalúrgicos e análises microscópicas, informou o gerente geral do Centro de Tecnologia de Ferrosos, Rogério Silva Carneiro. Com o novo laboratório, todo o processo de transformação da matéria-prima em coque metalúrgico, como fazem os clientes da mineradora ? em geral as indústrias siderúrgicas de vários continentes ?, será simulado no centro tecnológico de Nova Lima.
O trabalho dá suporte essencial às vendas da companhia, garantindo receita para a Vale no mercado internacional, como ocorre no segmento de minério de ferro. A equipe do centro tecnológico de Nova Lima trabalha com minérios extraídos não só nas reservas da Vale no mundo, como também com os tipos considerados exóticos, encontrados da Austrália à Índia. A partir da análise detalhada do material e da simulação do melhor uso para o cliente, os pesquisadores desenvolvem a receita ideal para cada um deles.
Segundo Rogério Carneiro, como resultado das atividades, a Vale tem 11 acordos de cooperação técnica firmados com clientes do Brasil, Europa, Oriente Médio e Ásia, visitantes frequentes das instalações de Nova Lima. Na briga da companhia com seus concorrentes, a equipe de engenheiros de minas e metalurgistas, químicos e geólogos desenvolve a mistura de minérios de ferro que atende as necessidades da indústria, seja de aumento da produtividade das fábricas, seja de otimização de equipamentos ou emissão de gases.
?Quando o mercado mundial está aquecido, os clientes demandam matéria-prima capaz de contribuir para a melhora de qualidade de seus produtos ou a eficiência na operação industrial. Em momentos de crise, como é o caso da Europa, eles querem uma solução para reduzir os custos?, afirma Rogério Carneiro. Desde 2001, quando a Vale assumiu o centro tecnológico de Nova Lima, que pertencia à antiga Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), os recursos destinados ao funcionamento das instalações e manutenção da equipe passaram de R$ 2 milhões para R$ 50 milhões por ano.
Técnicos
O número de profissionais saiu de um grupo de sete pessoas para 92, sendo um terço deles de nível superior, com mestrado ou doutorado. Além do desenvolvimento de produtos, o centro de tecnologia participa do planejamento estratégico de investimentos da Vale em reservas minerais, avaliando as características dos minérios encontrados e ajudando na definição sobre as rotas de exploração das minas.
A companhia anunciou no começo de dezembro a intenção de investir US$ 10,1 bilhões na execução de projetos e US$ 5,1 bilhões em manutenção das operações existentes, em 2013. A exploração de minerais ferrosos deverá consumir US$ 4,89 bilhões e os empreendimentos na área de carvão mineral contarão com US$ 1,44 bilhão.

Estados de Minas


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER