Vale tem lucro recorde de R$ 21,27 bilhões em 2008
20/02/2009
A Vale obteve um lucro líquido recorde de R$ 21,279 bilhões em 2008, um aumento de 6,36% em relação a 2007, de R$ 20,006 bilhões. Foi o maior valor da história da empresa e o sexto ano consecutivo de crescimento sustentado. Apenas no quarto trimestre no ano passado, o lucro subiu 136%, chegando a R$ 10,44 bilhões, ante R$ 4,41 bilhões no mesmo período de 2007. Mas em relação ao terceiro trimestre do ano passado, houve uma redução de 16,0%. Mesmo com a desaceleração da economia mundial a partir do terceiro trimestre do ano passado (as vendas de minério de ferro da empresa registraram queda de 37,7% no quarto trimestre), a Vale vendeu o maior volume de minério de ferro e pelotas da sua história em 2008. A mineradora negociou 253,6 milhões de toneladas métricas de minério de ferro e 41,6 milhões de toneladas métricas de pelotas. A mineradora brasileira teve vendas recordes em outros sete produtos no ano passado: níquel (276.000 toneladas métricas), cobre (320.000 toneladas métricas), alumina (4,2 milhões de toneladas métricas), cobalto (3.100 toneladas métricas), metais preciosos (2,4 milhões de onças troy), metais do grupo da platina (410.000 onças troy) e carvão (4,1 milhões de toneladas métricas). Em seu balanço, divulgado nesta quinta-feira (19), a Vale afirma que a `excelente performance financeira se refletiu na obtenção de recordes de receita, lucro operacional, lucro líquido, geração de caixa, distribuição de dividendos e investimentos`. `A despeito da intensa volatilidade nos preços das ações das empresas de mineração durante a segunda metade de 2008, a Vale foi capaz de manter a liderança em termos de criação de valor entre as grandes empresas de mineração diversificadas, com retorno total ao acionista de 23,1% ao ano, em dólares, ao longo dos últimos cinco anos`, diz o balanço. Apesar da crise, a Vale obteve no quarto trimestre um lucro líquido de R$ 10,449 bilhões, graças à sua capacidade de reação rápida frente às dificuldades. No balanço, a companhia afirma ter reagido de maneira `bastante pró-ativa`, com paralisação temporária de unidades operacionais de custo mais alto e a implantação de novas prioridades estratégicas. Segundo a empresa, o reajuste do preço do minério de ferro obtido no início de 2008, contribuiu para aumentar a receita da empresa em R$ 10,667 bilhões, enquanto o maior volume vendido colaborou com outros R$ 257 milhões. Já os minerais não-ferrosos vêm perdendo participação na receita da companhia em função da queda dos preços do níquel que acontece desde o terceiro trimestre de 2007. No ano passado, a receita desse grupo de produtos caiu 28,4% em relação a 2007, para R$ 22,167 bilhões, apesar dos embarques recorde de níquel, alumina, cobre e cobalto. Em seu balanço a Vale informa ainda que teve um saldo positivo de empregos próprios de 5.447 empregados em todo o mundo no ano de 2008. Se considerar somente o Brasil, o saldo positivo foi de cerca de 5.000 empregos, o que representa um aumento de mais de 10% no quadro de efetivos. A partir de outubro de 2008, quando anunciou o corte de 30 milhões de toneladas na produção de minério de ferro e a parada de algumas minas, a empresa afirma que precisou lançar mão de alguns mecanismos de ajuste de mão-de-obra para conseguir manter o nível de emprego, como remanejamento interno (800 empregados foram transferidos de unidade ou de função), férias coletivas (5.500 empregados de Minas Gerais e Mato Grosso entraram em férias coletivas por um período de 30 dias, entre os meses de novembro e janeiro de 2009), treinamento (390 empregados estão em suspensão temporária do contrato de trabalho e passando por cursos de qualificação profissional, que duram de dois a três meses. São operadores de mina que estão sendo treinados para ocuparem posições de mecânicos, eletricistas e soldadores), licença remunerada (125 empregados estão entrando em férias remuneradas em Minas nos próximos dias. Pelo acordo firmado com os sindicatos, eles ficarão em casa até 31 de maio de 2009, tendo garantidos os seus empregos e todos os direitos trabalhistas). A companhia também anuncia ter feito investimentos socioambientais de US$ 910,3 milhões em 2008, um crescimento de 32,6% em relação aos US$ 686, 2 milhões investidos em 2007. Em ações sociais a empresa investiu US$ 231,1 milhões e em ações ambientais foram investidos US$ 678,5 milhões no ano de 2008.
Pará Negócios