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Vale revê plano de venda de ativos de hidrocarbonetos

Notícias Gerais

27/06/2012


Gás natural é considerado importante para compor matriz energética das operações da mineradora, que está apostando em combustíveis limpos no interior do Pará
A Vale decidiu remodelar a venda de ativos de hidrocarbonetos de forma a manter áreas de gás natural com vistas às suas necessidades de consumo de energia,afirmou a diretora de Sustentabilidade da mineradora, Vânia Somavilla.
Em linha com a estratégia de desinvestimentos de ativos considerados não estratégicos, a mineradora informou no começo deste ano que pretendia se desfazer de participações de blocos de petróleo e gás, alegando que os investimentos necessários ao desenvolvimento das áreas seria muito elevado. Desde então, a perspectiva do mercado era de que a venda desses ativos fosse acontecer de forma casada, o que parece ter ficado para trás nos planos da empresa.
?Estamos revisitando o plano de desinvestimento para manter nossa aposta na área de gás?, afirmou a diretora antes da inauguração da primeira usina de produção de óleo de palma da Vale, no município de Moju, no Pará. Na ocasião, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que a companhia contratou dois bancos para auxiliar a Vale no destino de suas participações em blocos de petróleo e gás.
A companhia possui 19 áreas, das quais 14 já foram perfuradas e apresentaram cinco descobertas nas bacias de Santos e Espírito Santo. ?Temos em mente que nosso foco é minério de ferro, níquel, cobre, carvão e fertilizantes?, afirmou Ferreira, justificando a estratégia de vender ativos.
Mas a diretora destacou que a companhia precisa de gás para produção da energia usada em suas operações. Dessa forma, a venda de ativos de hidrocarbonetos poderá se limitar a petróleo, acrescentou Vânia.
A companhia informou em maio que bancos de investimentos contataram a empresa dizendo que tinham interessados para os ativos de petróleo.
Gás na Argentina
A Vale manterá uma parceria com a YPF para exploração de gás na Argentina, a despeito da nacionalização de participação majoritária da espanhola Repsol na empresa argentina.
O projeto de gás é necessário para a produção de energia para a Vale sustentar seu projeto de potássio no país, Rio Colorado, um empreendimento de mais de US$ 6 bilhões que entrou recentemente em reavaliação pela mineradora brasileira, após o governo argentino anunciar a estatização da petrolífera YPF.
As duas companhias continuam perfurando uma área conhecida como Las Lajas, na província de Neuquén, de onde pretendem obter dados suficientes para estimar, até o final deste ano, volumes de reservas.
Vania Somavilla frisou a necessidade da Vale de investir em fontes de energia renováveis, a exemplo do projeto de biodiesel que está sendo erguido a partir de óleo de palma no Pará, empreendimento de US$ 500 milhões que a companhia está construindo em área degradada da floresta amazônica. Com o projeto implantado com previsão de transformar o óleo de palma em biodiesel em 2015, a Vale substituirá parte do diesel que consome por biocombustível.

Brasil Econômico


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