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Vale planeja investir US$ 886 milhões em sustentabilidade

Notícias Gerais

01/02/2011


São Paulo – A mineradora Vale divulgou a previsão de orçamento voltado para iniciativas de sustentabilidade de US$ 886 milhões para 2011. O montante supera em 6,4% a quantia destinada para o ano passado, que ainda passa por processo de fechamento, mas foi avaliada em US$ 829 milhões. A empresa vem registrando expansão nos investimentos na área desde 2007, quando movimentou US$ 296 milhões para criação de políticas de desenvolvimento e compensação ambiental. No ano seguinte o valor saltou para US$ 504 milhões.
A única exceção se deu em 2009, em decorrência dos reflexos da crise econômica que eclodiu em 2008, registrando US$ 319 milhões. “Realizamos uma pesquisa com 300 empresas e constatamos que o engajamento e grau de comprometimento com a sustentabilidade de muitos de nossos fornecedores é baixo. Mudar esta conjuntura é uma das bandeiras da Vale para 2011”, disse o gerente-geral de Desenvolvimento Sustentável e Mudanças Climáticas da Vale, Katsuo Homma.
Atualmente, a mineradora é a única companhia do Brasil que ocupa um dos lugares de liderança no “Carbon Disclosure Project Leadership Index – 2010”, projeto sem fins lucrativos que aponta as empresas com melhor desempenho no gerenciamento de risco na emissão de carbono. Em 2009, o total de emissões diretas na Vale foi de 12,1 milhões de toneladas de CO2, volume 22% inferior ao do ano anterior. Já as emissões indiretas totalizaram cerca de 770 mil toneladas de CO2 equivalente, 40% menos que 2008.
“É impossível negar que a atividade de mineração não gere impacto no meio ambiente, porém temos um portfólio de ações internas que compõem nossa estratégia de sustentabilidade que visa reverter cenários de danos”, enfatizou o gerente. De acordo com ele, é preciso avaliar as ações das mineradoras com uma visão menos pessimista. “A mineração não é inteiramente negativa, ela traz benefícios sociais e econômicos, como, por exemplo, a viabilização de ferrovias no País que transportam minério.”
No entanto, Homma afirma que sem planejamento sustentável nenhuma empresa opera com longevidade, podendo receber multas por emissões de gases além do permitido e, por consequência, perdendo a licença de funcionamento.
O interesse na atividade mineradora tem crescido exponencialmente no Brasil. Em 2010, foram solicitados o recorde de mais de 25 mil pedidos de licença de exploração mineral ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), com expectativa de aumento para 27 mil em 2011.
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DCI


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