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Vale não abre mão de mudar regra de previdência em operações no Canadá

Notícias Gerais

17/12/2009


RIO – A Vale não pretende recuar na negociação com os trabalhadores das operações de níquel de Sudbury e Voisey ? s Bay, no Canadá. O presidente da mineradora, Roger Agnelli, afirmou que a empresa está aberta às negociações, mas não vai abrir mão das questões relativas ao plano de previdência e à participação dos trabalhadores nos lucros e resultados da companhia. Os trabalhadores de Sudbury cruzaram os braços em 13 de julho, sendo seguidos duas semanas depois pelos funcionários de Voisey ? s Bay.A companhia brasileira propõe para os trabalhadores da Vale Inco em Sudbury e Voisey ? s Bay o fim do benefício definido no plano de previdência, com a substituição para o sistema de contribuição definida, válido para os demais funcionários da mineradora no mundo.Atualmente, os funcionários canadenses seguem o sistema de benefício definido, no qual já está fechado o valor que será recebido por cada aposentado. Além disso, a empresa quer que os funcionários canadenses recebam a participação nos resultados de acordo com os lucros obtidos na empresa, ao contrário do sistema atualmente vigente na região, no qual essa remuneração é baseada nos preços de venda do níquel na London Metal Exchange (LME).”Eu acho que a gente não deve abrir mão (desses dois princípios) porque não dá para tratar duas áreas, duas minas da Vale, como uma exceção dentro de uma empresa, de um grupo como a Vale”, frisou Agnelli, que participou da entrega do prêmio de melhor executivo do ano, concedido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-Rio) ao diretor financeiro da mineradora, Fábio Barbosa.Agnelli defendeu as mudanças como uma forma de manter a empresa preparada para o longo prazo e fez questão de frisar que a direção da companhia nunca se negou a conversar com os sindicatos. O executivo admitiu que deverá ocorrer essa semana uma reunião com os representantes das operações da Vale Inco em Voisey ? s Bay, que juntamente com Sudbury responde por cerca de 10% da produção mundial de níquel.”No médio prazo e no longo prazo esse plano é muito melhor para os trabalhadores. É nisso que a gente acredita”, ressaltou Agnelli, acrescentando que a paralisação nas atividades de níquel no Canadá tem prejudicado trabalhadores da Vale Inco fora do país. “Fora do Canadá, as outras operações estão ressentidas, porque isso também interfere, em termos da própria remuneração dos trabalhadores”, disse.(Rafael Rosas | Valor)

Valor Online


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