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Vale investe US$ 900 mi em P&D

Notícias Gerais

08/05/2014


Os programas de inovação da Vale S/A chamam a atenção. Somente em 2014, a empresa está investindo mais de US$ 900 milhões em Pesquisa em Desenolvimento (P&D). Deste total, US$ 384 milhões destinamse a programas de exploração mineral ; US$ 356 milhões para estudos conceituais, de pré-viabilidade e de viabilidade; e US$ 163 milhões para novos processos, inovações e adaptações tecnológicas. Uma das principais iniciativas da empresa neste sentido é o Instituto Tecnológico Vale (ITV), responsável por coordenar todas as ações de tecnologia e inovação da empresa.
Ele conta com duas unidades, sendo uma delas localizada em Belém e especializada em questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável, enquanto a outra fica em Ouro Preto (região Central) e é dedicada a temas vinculados à MINERAÇÃO.
O ITV trabalha com soluções conceituais inovadoras de médio e longo prazos capazes de gerar mudanças fundamentais nas estruturas de negócios e processos.
Para atingir o objetivo, o ITV opera a partir da integração de três eixos distintos: pesquisa, ensino e empreendedorismo.
De acordo com o diretor de Inovação e Tecnologia da Vale, Luiz Mello, além de o instituto fazer as próprias pesquisas, ele está em contato com as oportunidades que acontecem no mundo ao estar próxima do conhecimento produzido em diferentes instituições de ensino espalhadas por vários países.
“Eles estão em contato com os pesquisadores da Universidade de Queenstown, Colorado; Escolas de Minas de Paris; USP, entre várias outras”, exemplifica o diretor.
Para realizar essas pesquisas e conquistar ainda mais inovação, a Vale conta com pesquisadores qualificados, entre eles cinco membros da Academia Brasileira de Ciências, além de 100 pesquisadores que, por definição, são doutores, e outros 160 bolsistas envolvidos em projetos de interesse da empresa. “Inovar é essencial a partir do momento que identificamos o problema e buscamos implantar uma nova ideia ou conceito capaz de resultar emganhos para a empresa, seja de custos, segurança, qualidade e tempo gasto na produção”, esclarece.
A Anglo American também investe em inovação em um de seus maiores projetos, o Minas-Rio, em fase de obras e que atingirá, em sua primeira fase, capacidade de produção de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro.
“Ao longo de sua história, a Anglo American sempre se preocupou com inovação e melhores resultados”, afirma o gerente de Processo e Metalurgia da Unidade deNegócioMinério- Brasil, José Francisco Cabello Russo.
Neste projeto especificamente, a Anglo American recorreu ao High Pressure Grinding Rolls (HPGR), na britagem terciária e quaternária.
O equipamento já era amplamente utilizado em aplicações com outros minerais e até com o minério de ferro, na fase de pelotização.
“Nessa posição de operação é uma inovação como objetivo final de garantir maior robustez ao processo e redução no consumo de energia em cerca de 25%”, aponta Russo.
MPEs – Enquanto os investimentos em inovação já são considerados prioridade nas grandes empresas, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento de Empresas Inovadoras (Anpei) realizou um estudo que revelou: apenas 3% das médias empresas consideram investir em inovação ao longo dos próximos cinco anos. Além disso, cerca de 70% não têm parcerias para inovação com instituições científicas e tecnológicas, como centros de pesquisas e universidades.
Mais da metade, 55% das companhias consultadas não contam com um processo formal de inovação e o índice de lançamentos de produtos nos últimos cinco anos também é mais baixo entre as organizações de médio porte. (NA)

Diário do Comércio


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