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Vale investe R$ 1,7 milhão no resgate de amostras da flora brasileira

Notícias Gerais

23/05/2013


A Vale vai investir R$ 1,74 milhão em três anos no projeto Reflora, um programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro com instituições de pesquisa do Brasil e do exterior para resgatar e disponibilizar em formato digital imagens e informações da flora brasileira coletadas por missões estrangeiras nos séculos XVIII, XIX e XX, anunciou nesta quarta-feira (22) o Instituto Tecnológico Vale (ITV). A Natura também apoia o projeto, mas não divulgou valores do patrocínio.O programa “Plantas do Brasil: Resgate Histórico e Herbário Virtual para o Conhecimento e Conservação da Flora Brasileira ? Reflora” foi criado em 2010 pelo CNPq e prevê investimentos de R$ 21 milhões, que virão de agências públicas de fomento federais e estaduais, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e de empresas privadas.Uma equipe do Museu de História Natural da França (MNHN) estará no Jardim Botânico do Rio de Janeiro na sexta-feira (24) para o lançamento da parceria com a Vale. Os recursos da Vale serão aplicados no repatriamento do acervo do MNHN, enquanto a doação do acervo do Kew Gardens, de Londres, é financiada pela Natura. O projeto prevê integrar as informações ao herbário virtual, que contém a Lista de Espécies da Flora do Brasil, mantido pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro e que tem 44 mil registros.As instituições da França e da Ingraterra reúnem 540 mil amostras colhidas por viajantes desde o século XVIII, que estão em seus herbários. Em bom estado de conservação, as amostras foram coletadas em áreas que atualmente estão, em sua maioria, degradadas ou urbanizadas, segundo o ITV.; Parte desse acervo será disponibilizado online.O trabalho é de grande importância para novos estudos taxonômicos e fornece subsídios para avanços científicos e tecnológicos na ciência botânica brasileira, principalmente na comparação de amostras de espécies atuais com aquelas coletadas no passado, explicou a Vale. A companhia informou ainda que as informações poderão ser utilizadas na conservação e na recuperação da biodiversidade de áreas afetadas pela mineração.

G1


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