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Vale, Fapesp e IPT assinam parceria em projeto de R$ 40 milhões

Notícias Gerais

08/12/2011


A Vale, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolverão, em várias cidades da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), uma ação que soma investimentos de até R$ 40 milhões. A iniciativa tem como objetivo avaliar os impactos no solo e no meio ambiente causados por atividades de mineração de agregados para construção, como brita, areia e calcário, além de oferecer soluções para a recuperação destas regiões e do seu entorno. A parceria prevê o desenvolvimento de pesquisas científicas e tecnológicas nas áreas de mineração, energia, ecoeficiência, biodiversidade e produtos ferrosos para siderurgia. Além da Fapesp e da Vale, parte do financiamento é do próprio IPT. O projeto também está articulado com o Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Mineração (Comin), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A marca inovadora do projeto, que deverá gerar uma patente para o Instituto, é a aplicação de técnicas de bioengenharia de solos na recuperação de áreas degradadas pela atividade de mineração e na geração de serviços ambientais, cujo conhecimento integrado no contexto da mineração é inédito. ?Essas técnicas são normalmente empregadas na recuperação de rodovias e margens de rios, mas seu uso para recuperar áreas degradadas por mineração, de forma associada à geração e manutenção de serviços ambientais, é inédito?, afirma Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo, pesquisadora do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (CETAE) do IPT e coordenadora dos trabalhos. A recuperação de áreas degradadas por mineração é regulamentada, desde 1989, pelo Decreto Federal 97.632, que prevê a implantação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) ao término da exploração mineral.

Brasil Mineral


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