Vale e Riversdale assinam acordo com Caminhos de Ferro de Moçambique para exportar carvão
02/07/2010
Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e as empresas de mineração Vale (Brasil) e Riversdale (Austrália) assinaram hoje em Maputo um acordo para uso temporário do terminal do porto da Beira para exportação de carvão.
As duas multinacionais vão extrair carvão mineral em Moatize, na província de Tete, que é preciso depois fazer chegar ao oceano Indico, para exportação.
Uma das alternativas é fazer escoar o produto através do rio Zambeze, que passa em Moatize e desagua no Indico a norte, na Beira (divide as províncias de Sofala e Zambézia), estando a ser feitos estudos nesse sentido.
Quinta-feira, numa conferência sobre a navegabilidade do Zambeze, os participantes defenderam que o transporte fluvial é mais barato e seguro e disseram que é possível avançar com o projecto, embora o estudo preliminar ainda não tenha sido concluído.
O vice-ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, disse mesmo que Moçambique está disposto a colaborar com o Malawi, país que faz fronteira com as províncias de Tete e Zambézia, para concretizar o projecto de navegabilidade.
O vizinho Malawi, sem ligação ao mar, necessita de Moçambique para chegar aos portos marítimos, quer seja pelo rio Zambeze, quer por via férrea.
Hoje, e enquanto não se decide sobre o escoamento via Zambeze, as duas grandes empresas de mineração assinaram um acordo para capacitar e utilizar temporariamente o terminal do porto da Beira, por onde serão escoadas cinco milhões de toneladas de carvão por ano.
O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho da Administração dos CFM, Rosário Mualeia, pelo director-geral da Vale-Moçambique, Galib Chaim, e pela gestora de projectos da Riversdale, Jennifer Garvey.
O acordo permite que as duas empresas partilhem a capacidade útil do terminal na proporção de 68% para a Vale e 32% para a Riversdale.
As duas empresas mineiras devem começar a exportar o carvão de Moatize dentro de um ano. A empresa CFM vai construir um novo terminal de carvão, mas este apenas estará concluído no fim de 2013.
A Vale do Rio Doce, multinacional brasileira, vai produzir anualmente numa primeira fase 11 milhões de toneladas de carvão por ano, tendo começado esta semana a fase de pré-operação.
A Riversdale assinou recentemente um acordo com a empresa chinesa WISCO (Wuhan Iron and Steel Corporation), mediante o qual vende 40% do projecto de carvão do Zambeze (um de dois projectos que tem em Tete), em troca de um financiamento de 800 milhões de dólares (639 milhões de euros).
Em Moatize, segundo estudos, localiza-se uma das maiores minas de carvão do mundo, com mais de 800 milhões de toneladas.
Oje PortugalOs Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e as empresas de mineração Vale (Brasil) e Riversdale (Austrália) assinaram hoje em Maputo um acordo para uso temporário do terminal do porto da Beira para exportação de carvão.
As duas multinacionais vão extrair carvão mineral em Moatize, na província de Tete, que é preciso depois fazer chegar ao oceano Indico, para exportação.
Uma das alternativas é fazer escoar o produto através do rio Zambeze, que passa em Moatize e desagua no Indico a norte, na Beira (divide as províncias de Sofala e Zambézia), estando a ser feitos estudos nesse sentido.
Quinta-feira, numa conferência sobre a navegabilidade do Zambeze, os participantes defenderam que o transporte fluvial é mais barato e seguro e disseram que é possível avançar com o projecto, embora o estudo preliminar ainda não tenha sido concluído.
O vice-ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, disse mesmo que Moçambique está disposto a colaborar com o Malawi, país que faz fronteira com as províncias de Tete e Zambézia, para concretizar o projecto de navegabilidade.
O vizinho Malawi, sem ligação ao mar, necessita de Moçambique para chegar aos portos marítimos, quer seja pelo rio Zambeze, quer por via férrea.
Hoje, e enquanto não se decide sobre o escoamento via Zambeze, as duas grandes empresas de mineração assinaram um acordo para capacitar e utilizar temporariamente o terminal do porto da Beira, por onde serão escoadas cinco milhões de toneladas de carvão por ano.
O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho da Administração dos CFM, Rosário Mualeia, pelo director-geral da Vale-Moçambique, Galib Chaim, e pela gestora de projectos da Riversdale, Jennifer Garvey.
O acordo permite que as duas empresas partilhem a capacidade útil do terminal na proporção de 68% para a Vale e 32% para a Riversdale.
As duas empresas mineiras devem começar a exportar o carvão de Moatize dentro de um ano. A empresa CFM vai construir um novo terminal de carvão, mas este apenas estará concluído no fim de 2013.
A Vale do Rio Doce, multinacional brasileira, vai produzir anualmente numa primeira fase 11 milhões de toneladas de carvão por ano, tendo começado esta semana a fase de pré-operação.
A Riversdale assinou recentemente um acordo com a empresa chinesa WISCO (Wuhan Iron and Steel Corporation), mediante o qual vende 40% do projecto de carvão do Zambeze (um de dois projectos que tem em Tete), em troca de um financiamento de 800 milhões de dólares (639 milhões de euros).
Em Moatize, segundo estudos, localiza-se uma das maiores minas de carvão do mundo, com mais de 800 milhões de toneladas.
Oje PortugalOs Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e as empresas de mineração Vale (Brasil) e Riversdale (Austrália) assinaram hoje em Maputo um acordo para uso temporário do terminal do porto da Beira para exportação de carvão.
As duas multinacionais vão extrair carvão mineral em Moatize, na província de Tete, que é preciso depois fazer chegar ao oceano Indico, para exportação.
Uma das alternativas é fazer escoar o produto através do rio Zambeze, que passa em Moatize e desagua no Indico a norte, na Beira (divide as províncias de Sofala e Zambézia), estando a ser feitos estudos nesse sentido.
Quinta-feira, numa conferência sobre a navegabilidade do Zambeze, os participantes defenderam que o transporte fluvial é mais barato e seguro e disseram que é possível avançar com o projecto, embora o estudo preliminar ainda não tenha sido concluído.
O vice-ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, disse mesmo que Moçambique está disposto a colaborar com o Malawi, país que faz fronteira com as províncias de Tete e Zambézia, para concretizar o projecto de navegabilidade.
O vizinho Malawi, sem ligação ao mar, necessita de Moçambique para chegar aos portos marítimos, quer seja pelo rio Zambeze, quer por via férrea.
Hoje, e enquanto não se decide sobre o escoamento via Zambeze, as duas grandes empresas de mineração assinaram um acordo para capacitar e utilizar temporariamente o terminal do porto da Beira, por onde serão escoadas cinco milhões de toneladas de carvão por ano.
O acordo foi assinado pelo presidente do Conselho da Administração dos CFM, Rosário Mualeia, pelo director-geral da Vale-Moçambique, Galib Chaim, e pela gestora de projectos da Riversdale, Jennifer Garvey.
O acordo permite que as duas empresas partilhem a capacidade útil do terminal na proporção de 68% para a Vale e 32% para a Riversdale.
As duas empresas mineiras devem começar a exportar o carvão de Moatize dentro de um ano. A empresa CFM vai construir um novo terminal de carvão, mas este apenas estará concluído no fim de 2013.
A Vale do Rio Doce, multinacional brasileira, vai produzir anualmente numa primeira fase 11 milhões de toneladas de carvão por ano, tendo começado esta semana a fase de pré-operação.
A Riversdale assinou recentemente um acordo com a empresa chinesa WISCO (Wuhan Iron and Steel Corporation), mediante o qual vende 40% do projecto de carvão do Zambeze (um de dois projectos que tem em Tete), em troca de um financiamento de 800 milhões de dólares (639 milhões de euros).
Em Moatize, segundo estudos, localiza-se uma das maiores minas de carvão do mundo, com mais de 800 milhões de toneladas.
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