Usiminas vai investir US$ 900 mi no estado
29/04/2011
Empresa confirma nova pelotizadora; lucro no trimestre cai;
A Usiminas confirmou ontem a construção em Minas Gerais de uma usina de pelotização de minério de ferro ? processo que transforma a matéria-prima em pelotas de uso direto nos altos-fornos das siderúrgicas ? para atender as unidades do grupo em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, e Cubatão (SP). O projeto está na fase final de estudos para definição do local e das dimensões técnicas e financeiras, detalhamento que será apresentado no mês que vem ao Conselho de Administração da empresa, informou o presidente da companhia, Wilson Brumer.
O investimento, estimado inicialmente entre US$ 900 milhões e US$ 950 milhões, faz parte da estratégia da Usiminas de melhorar o desempenho dos seus ativos, junto a uma política severa de redução de custos. As duas medidas vão ajudar a companhia, de acordo com Wilson Brumer, a reverter os resultados ruins do primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março, o grupo apurou um lucro líquido de R$ 16 milhões, 96% inferior ao consolidado nos primeiros três meses de 2010 (R$ 375 milhões).
?Este foi um trimestre atípico e vamos gradualmente retormar as margens que podemos alcançar?, afirmou o executivo, durante a divulgação do balanço trimestral. A melhor logísitica de escoamento da produção da nova pelotizadora é que vai determinar o local onde ela será construída. segundo o presidente da Usiminas. O investimento será feito num raio mais próximo entre a mina operada pela Mineração Usiminas em Itatiaiuçú, na chamada Serra Azul de Minas, na porção Central do estado, a usina de Ipatinga e a unidade de Cubatão. Estudos preliminares indicam capacidade de produção de 7 a 7,5 milhões de toneladas por ano da pelotizadora.
RESULTADOS A Usiminas atribuiu o resultado do primeiro trimestre a ajustes contábeis decorrentes da venda de sua participação na produtora de aços latino-americana Ternium por US$ 1 bilhão. Ao reconhecer perdas provenientes da diferença cambial na retirada da sociedade, a companhia lançou resultado negativo de R$ 125 milhões. A pressão de custos com a compra de matérias-primas, como carvão, e o real valorizado frente ao dólar, que favorece as importações, foram outras duas justificativas apresentadas pelo presidente da siderúrgica.
?Os resultados nem nos agradam e nem aos investidores, mas a empresa está investindo e se modernizando. A hora é de aguardarmos momentos futuros que serão, certamente muito melhores?, disse Wilson Brumer. Uma das iniciativas, agora, é concentrar as vendas no mercado interno, limitando as exportações a 10% da produção, antes os tradicionais 20% a 25%.
A respeito das especulações sobre o aumento da participação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na composição acionária da Usiminas, Brumer negou a intenção de acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Quesitonados na quarta-feira pela Comissão de Valores Mobiliários, os acionistas Nippon Steel, Mitsubishi Corppration, Votorantim, Camargo Corrêa e Caixa dos Empregados da Usiminas negaram negociações para a venda de suas participações, seja à CSN ou ao grupo siderúrgico Gerdau.;
Estado de Minas