Usiminas quer lançar novos papéis em NY
31/03/2011
Siderúrgica terá que seguir regras contábeis dos EUA
BELO HORIZONTE. A Usiminas, maior produtora de aços planos do Brasil, anunciou ontem que vai propor na próxima assembleia de acionistas, no dia 14, a conversão de seu atual programa de American Depositary Receipts (ADRs, espécie de recibos de ações) para um mais avançado, de nível 2, na Bolsa de Nova York. Atualmente, seus ADRs de nível 1 são negociados no mercado de balcão, que tem menor liquidez e que fica fora do pregão. No nível 2, os papéis serão listados na Bolsa americana, o que dá mais liquidez e visibilidade aos papéis. A operação deve ser concluída ainda este ano.
O programa exige registro junto ao órgão regulador do mercado americano (SEC) e os balanços financeiros precisam ser parcialmente seguir princípios contábeis dos EUA.
A Usiminas é a segunda companhia brasileira a anunciar plano para listar ADRs de nível 2 em uma semana, depois do Bradesco. A decisão da siderúrgica acontece em um momento em que a empresa passa por uma reestruturação que busca dar mais valor a suas áreas de siderurgia e mineração.
A Usiminas lida com rumores de uma eventual união de operações com outras siderúrgicas brasileiras, como Gerdau e CSN, que teriam interesse em entrar no bloco de controle da empresa, segundo especulações. A CSN já anunciou publicamente sua intenção de comprar 10% das ações com direito à voto da Usiminas (já alcançou 8,6%), mas ainda não conseguiu obter papéis dos principais sócios. As atuais controladoras, Camargo Corrêa, Votorantim e Nippon Steel, deram sinais recentes do interesse de permanecer no negócio no longo prazo. Em fevereiro, acertaram um acordo para travar o grupo de controle da siderúrgica até 2031.
O Globo