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Universidade de Aveiro estuda viabilidade da exploração mineira em Torre de Moncorvo

Notícias Gerais

09/10/2013


Descobrir possíveis valorizações para os materiais acumulados em escombreiras e explorar minério com as salvaguardas ambientais é o que se pretende com o acordo assinado, a 24 de setembro, entre a MTI ? Ferro de Moncorvo, SA, e a Universidade de Aveiro, envolvendo as áreas de Ambiente, Materiais e Geociências da UA.
As minas de Torre de Moncorvo, consideradas das maiores jazidas de ferro existentes na Europa, estão concessionadas à MTI – Ferro de Moncorvo, SA, empresa com 20 por cento do capital nacional.
;?Nesta fase serão necessários estudos de viabilidade, estudos técnicos, estudos de cariz social e estudos ambientais. O estudo de impacte ambiental e todo o processo de avaliação de impacte ambiental é crítico, porque pode determinar se a exploração mineira avança ou não em Torre de Moncorvo?, explica uma nota divulgada pela Universidade de Aveiro.
A larga experiência do Instituto de Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) na elaboração de estudos ambientais, de estudos de impacte ambiental e em avaliação de impacte ambiental, foi determinante na concretização da colaboração.
A aproximação entre a MTI e a Universidade de Aveiro terá começado no interesse da empresa em aproveitar os materiais acumulados, ao longo dos anos, nas escombreiras da mina que deixou de estar em laboração há alguns anos. É esta vertente que é inovadora no contexto dos acordos de cooperação entre universidades portuguesas e empresas do sector.
Por outro lado, ?qualquer exploração mineira exige sempre um controlo ambiental muito rigoroso e, neste aspeto, a UA oferece as melhores condições para desenvolver este tipo de trabalho?, explica Carlos Guerra, administrador da MTI.
A competência técnica e científica encontrada no Departamento de Geociências e na unidade de investigação GEOBIOTEC ? que envolve vários investigadores com experiência de trabalho em minas -, acrescenta o administrador da MTI, terá dado garantias à empresa para envolver também esta área da UA no acordo agora estabelecido, na vertente de extração e mineração.
O acordo prevê a realização de estudos que levem à valorização dos materiais das escombreiras, nomeadamente a reciclagem através do sector da cerâmica ? a estudar pelos investigadores do Departamento de Materiais e Cerâmica – e dos rejeitados (impurezas) que acompanham o minério de ferro, nomeadamente sílica, óxido de titânio e terras raras.

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