Tóquio ganha 1% com siderúrgicas e Nippon Steel sobe 2,5%
30/03/2010
A Bolsa de Tóquio registrou ganhos sólidos nesta terça-feira (30), com o índice Nikkei 225 fechando no nível mais alto desde 2 de outubro de 2008, influenciado pelas ações do setor siderúrgico, pela alta das commodities futuras e pelo dinamismo dos mercados de ações estrangeiros. O Nikkei teve alta de 110,67 pontos, ou 1%, e fechou aos 11.097,14 pontos. A Europa abriu no território positivo, alcançando um de seus melhores resultados em 18 meses, com os fortes preços de metais.
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As ações mantiveram a tendência de alta desde o início do pregão, seguindo o encerramento positivo de Wall Street e o otimismo das bolsas asiáticas. Os dados de produção industrial do Japão de fevereiro foram divulgados antes da abertura da bolsa e apontaram para uma queda de 0,9% no mês, em base sazonalmente ajustada – o primeiro recuo em 12 meses. O dado foi pior do que a previsão de uma queda de 0,5% apontada por economistas consultados pelas agências Dow Jones e Nikkei.
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A tendência geral, porém, continua a ser de alta, afirmou o economista Norio Miyagawa, do Instituto de Pesquisa Shinko. “Eu acredito que a produção vai continuar aumentando na medida em que as economias estrangeiras permaneçam em crescimento”, disse.
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No setor de aço, as ações da JFE Holdings subiram 3,2%. Vários analistas de mercado estão otimistas sobre o setor, pois consideram que as siderúrgicas vão conseguir repassar os aumentos de custos para seus clientes, na esteira de informações de que a Vale fechou acordo preliminar com a Nippon Steel e com a Sumitomo Metal Industries de elevação em cerca de 90% no preço do minério. Além disso, contam com forte demanda na Ásia, especialmente da China. Nippon Steel subiu 2,5% e Sumitomo Metal Industries teve ganho de 2,1%.
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Inpex fechou em alta de 1,3% e Mitsubishi Corp. avançou 3,9%. As ações da Mazda registraram alta de 2%, após a notícia de que a Toyota irá fornecer à empresa a tecnologia necessária para sua entrada no mercado de carros híbridos. As informações são da Dow Jones e da Agência Estado.
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Jornal do Commercio