ThyssenKrupp precisa de tempo para se adaptar a sistema de preços
20/06/2010
A ThyssenKrupp ainda precisa de algum tempo para ajustar o novo sistema de precificação do minério de ferro aos contratos de longo prazo que mantém com seus clientes. A afirmação foi feita por Edwin Eichler, integrante da diretoria executiva do grupo siderúrgico alemão, para quem ainda há muitas incertezas em relação aos ajustes que serão necessários.
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“O sistema de preços mudou dramaticamente a situação para o negócio de siderurgia e para os nossos clientes”, frisou Eichler. O executivo, que participou da inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), sociedade entre ThyssenKrupp e Vale que produzirá até 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, lembrou que muitos clientes automotivos têm contratos que variam de 1 a 3 anos e que, nesses casos, a siderúrgica tem que manter os preços.
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“Agora o preço do minério sobe ou desce trimestre a trimestre. Há muita incerteza nisso”, frisou Eichler, que elogiou o suporte dado pela mineradora brasileira nas discussões sobre a adoção do novo sistema de precificação do minério de ferro.
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“Temos que discutir com as mineradoras como fazer esse processo, dos nossos contratos de longo prazo com os novos contratos de curto prazo. Talvez consigamos achar uma mistura (ideal)”, acrescentou.
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Este ano, a Vale mudou o sistema de precificação do minério de ferro, que durante décadas foi negociado anualmente entre os principais produtores e as siderúrgicas. O primeiro reajuste fechado valia para todo o setor.
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Agora, a mineradora brasileira adotou um sistema trimestral, que considera o comportamento dos preços do mercado spot asiático, de forma a evitar grandes distorções entre os contratos de longo prazo e o mercado à vista.
O Globo