Tecnologias e equipamentos australianos ganham espaço no Brasil
07/07/2015
Companhias australianas que oferecem equipamentos de mineração, tecnologia e serviços (Mets, na sigla em inglês) têm apresentado mais interesse em trazer produtos para o Brasil, visando aumentar a base de clientes. Empresas como Gekko Systems e Seeing Machines tiveram a tecnologia bem aceita no país e estão aumentando a quantidade de contratos fechados.Empresas de outros países como ABB, Sinclair Knight Merz e Worley Parsons lucraram com a construção do projeto de minério de ferro por ano, S11D, da Vale. No entanto, com o pequeno número de projetos em desenvolvimento desse porte, o mercado questiona como será o futuro dos Mets no Brasil.
Um dos indicadores para avaliar o potencial do segmento será a Exposibram, maior evento de mineração do Brasil, realizado em setembro, em Belo Horizonte (MG). Na última edição, que ocorreu em 2013, a Exposibram atraiu 58 mil visitantes, com 500 expositores de 25 países diferentes.
Nos últimos anos, houve um aumento na quantidade de empresas australianas buscando apresentar produtos e serviços no Brasil, para expandir a base de vendas.
Segundo Ana Carolina Bonamin, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Comissão Australiana do Comércio, em São Paulo (SP), cerca de 11 empresas australianas estiveram na Exposibram 2013 como expositoras, incluindo Immersive Technologies, Snowden, Scantech International e Callidus Welding Solutions.
Bonamin disse que cinco fornecedores de Mets já se registraram para a edição de 2015 da feira internacional, dando sinal de que a queda das commodities e problemas específicos de desenvolvimento do Brasil não os desencorajaram. Duas companhias australianas que têm ganhado espaço no Brasil são a provedora de sistemas de segurança Seeing Machines e a especialista em plantas de processamento mineral Gekko Systems.
De acordo com Ken Kroeger, CEO da Seeing Machines, a empresa teve um ano positivo no Brasil em 2014. A Seeing foi responsável por um teste piloto da Mineração Rio do Norte (MRN), joint venture operada por Vale, Rio Tinto, BHP Billiton e Alcoa, e que possui a maior mina de bauxita do mundo, em Porto Trombetas (PA).
Com um total de 77 caminhões de transporte na operação, o número potencial de motoristas que precisam de monitoramento de segurança é alto. Segundo Kroeger, o teste de 90 dias no site da MRN, realizado por meio da parceira regional Sotreq, foi um sucesso. A Sotreq está finalizando os detalhes para outro programa piloto, dessa vez na mina de cobre Salobo, da Vale, e deve começar a operar o sistema no ativo no fim deste mês.
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Para a Gekko, companhia mais especializada em mineração de ouro, este ano serve para se estabelecer no Brasil, tendo realocado sua sede na América do Sul no Chile. ?A maior parte do nosso trabalho [na América Latina] veio de Peru, Argentina, Colômbia e, aumentando mais, do Brasil. À medida que conhecemos o Brasil melhor, por meio da Minetec, nós descobrimos que os depósitos minerais eram mais adaptáveis à nossa tecnologia para ouro, prata e uma variedade de outros minerais pesados?, afirmou Nigel Grigg, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Gekko.
A mudança para o Brasil fez com que a empresa conseguisse contratos com a Orinoco Gold, Serabi Gold e Cleveland Mining, mineradoras juniores australianas operando no país. A Gekko também fechou contrato com a Mineração Caraíba. ?O mercado está realmente abraçando a tecnologia?, disse Grigg.
Segundo o executivo, o reator de lixiviação em linha, que faz parte dos sistemas intensivos de cianetação da Gekko, é o produto mais popular, até o momento, da empresa no Brasil. Grigg afirmou também que o interesse no concentrador contínuo de gravidade tem aumento, assim como para as plantas modulares de energia. As informações são do Mining Journal, publicação da Aspermont Limited, assim como o NMB.
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