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Sustentabilidade e mineração: Diretrizes sustentáveis ganham versão em português

Notícias Gerais

28/09/2011


Suplemento Setorial de Mineração e Metais, que será lançado no 14º Congresso Brasileiro de Mineração, auxilia instituições no relato e na gestão da sustentabilidade
Será lançada este mês, a versão em português do Suplemento Setorial de Mineração e Metais ? documento que aprofunda as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) para a produção de relatórios de sustentabilidade, abordando indicadores e questões complementares e específicos para o setor. O documento, que será apresentado no 14º Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte (MG), foi traduzido; por meio de uma ação que envolveu a consultoria Report, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a Vale e outras companhias do segmento.
De acordo com a GRI, o número de relatos de empresas de mineração e metais do Brasil aumentou desde que o primeiro relatório foi registrado, em 2002. Em 2010, oito empresas do segmento publicaram relatórios utilizando as diretrizes, que está em sua terceira geração, e; visa auxiliar as instituições a melhorar sua gestão, além de ser considerado uma ferramenta importante na demonstração do seu comprometimento com práticas corporativas mais responsáveis no que diz respeito as dimensões sociais, ambientais e econômicas. ?A expectativa é que o número; de relatos cresça com o Suplemento Setorial traduzido para o português?, acredita Ernst Ligteringen, presidente da GRI, que estará no Brasil para o evento de lançamento, no dia 28 de setembro em Belo Horizonte.Com a versão em português, as empresas brasileiras ganham um estímulo a mais para adotarem o suplemento como referência complementar às diretrizes da GRI que, a partir de 2012, será obrigatório para relatórios do setor que adotarem o nível A de aplicação GRI, segundo a organização. ?O caminho da sustentabilidade é sem volta. A empresa que não demonstrar ser sustentável ficará fora do mercado?, diz Rinaldo Mancin, diretor de assuntos ambientais do IBRAM. ?O suplemento cria uma nova ponte com empresas que até hoje estiveram fora desse movimento?, complementa.
De acordo com Álvaro Almeida, sócio-diretor da Report, além de criar uma cultura de transparência e prestação de contas, o relato da sustentabilidade também auxilia as empresas a gerenciar de forma mais responsável seus impactos, necessidades e relacionamentos com públicos de interesse. ?Os relatórios permitem que a empresa tenha um olhar sistêmico sobre si mesma e sobre seus impactos na sociedade. Servem para identificar o nível de integração da sustentabilidade ao modelo de negócios ? além de ajudar stakeholders a enxergar que empresa é essa?, argumenta.
Atualmente, as empresas brasileiras representam 7% da publicação mundial de relatórios, segundo a GRI, mas fatores para estimular essa participação não faltam, como o número cada vez maior de companhias abrindo o capital e índices de sustentabilidade das bolsas como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&FBovespa e o DJSI, da Bolsa de Valores de Nova York. Esses índices diferenciam as empresas que produzem seus relatórios com base nas diretrizes GRI daquelas que não publicam. Stakeholders são cada vez mais atraídos por uma postura mais transparente das companhias e; gradualmente passam a considerar a relevância dos riscos e oportunidades do desenvolvimento sustentável para a saúde financeira das instituições.; ?Vivemos numa economia globalizada, que ganha complexidade e dinamismo a cada dia e, volta e meia, é surpreendida por crises e por isso o acesso a relatos mais transparentes e abrangentes; é decisivo para todos os agentes do mercado?, comenta Almeida, da Report.;
Processo de tradução e revisão
O processo de tradução e revisão do Suplemento Setorial de Mineração e Metais da GRI foi coordenado pela Report, consultoria especializada em sustentabilidade, com apoio institucional do IBRAM e patrocínio da Vale. A Report submeteu o documento a uma análise final com participação de representantes do setor. O objetivo era tornar mais claras as abordagens e os indicadores que figuram no documento, além de analisar a tradução dos termos técnicos e adaptar o conteúdo às especificidades do Brasil. Temas como o planejamento para o encerramento de atividades nas minas, os programas de reassentamento e a gestão de rejeitos resultantes da exploração mineral figuraram como desafios para a equipe de revisores. Especialistas em meio ambiente e também foram ouvidos ao longo do processo.
O Suplemento Setorial de Mineração e Metais da GRI teve sua versão piloto lançada em 2005 e foi finalizado em 2010. O documento original foi elaborado um grupo de trabalho composto por empresários, especialistas, ambientalistas e representantes de entidades de vários países sob a coordenação do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM).

Report Comunicação


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