Software de ferro
24/09/2010
A empresa brasileira de sistemas de automação da operação de minas Devex acaba de firmar um contrato para fornecer sua tecnologia para uma mina em Nova Caledônia, na Melanésia (Oceania). Essa será a quarta mina de fora do Brasil a usar tecnologia brasileira para melhorar a gestão das operações.
Criada há 12 anos por Guilherme Bastos, a mineira Devex atende a 13 minas da Vale e outras 20 minas de empresas como Votorantim e CSN. Neste ano, planeja receita de 35 milhões de reais, contra 15 milhões no ano passado. Mas com o aumento da demanda por minérios, a escassez de mão de obra e o esgotamento das minas mais ricas e puras, a necessidade de aumentar a eficiência deve crescer.
A tecnologia de hardware e software para controle dos equipamentos e apoio à decisão, como locação de ativos, por exemplo, é uma aliada importante. Aos poucos, mais minas vão adquirir sistemas do gênero. Hoje, das 2500 minas no mundo com porte que permite um sistema de automação da extração de minério, 2000 não tem nenhum sistema do gênero. ?Assim pretendemos crescer muito fora do Brasil?, diz Bastos.
O cenário competitivo não é dos mais hostis. A brasileira tem poucos competidores, apesar de grandes. No mundo, a empresa mineira concorre com a Caterpilar, Conatsu e Leika, que por terem outras divisões, não se dedicam integralmente ao setor.
Eram negócios que soaram uma boa oportunidade para a investidora Fir Capital, que adquiriu no final do ano passado 30% da companhia. Com participação de mercado de 82% no Brasil e perspectivas de que a produção de minério de ferro dobre nos próximos anos, parece mesmo uma aposta de pouco risco. Só é preciso mãos de ferro para executar os planos traçados
Portal Exame