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Sob o efeito cambial

Notícias Gerais

21/07/2008


O setor de mineração sofre mais com a queda do dólar, mas o aquecimento do mercado compensa as perdas e melhora a rentabilidade
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EXAME Entre os 18 setores premiados pelo anuário melhores e maiores oito conseguiram em 2007 registrar taxas de crescimento superiores às do ano anterior. Na média, o faturamento dos 18 setores cresceu 6,3% em relação a 2006 ? já descontada a inflação do período. A desvalorização do dólar em relação ao real, de cerca de 20% no ano passado, repercutiu no desempenho das companhias. De modo geral, as atividades mais voltadas para o mercado interno foram as que sofreram menos com a variação cambial. Destaque para a indústria da construção, que ? pelo segundo ano seguido ? esteve entre as campeãs de crescimento, com 13%. Na outra ponta, o negócio que menos evoluiu foi o da mineração, com retração de 5,6% nas vendas.
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Paradoxalmente, a mineração foi a atividade mais rentável de 2007 ? 25,9%, bem acima da média de 10,8% dos 18 setores. A aparente contradição se explica: se o real forte tem um impacto negativo na receita das empresas fortemente dependentes do mercado externo, como é o caso das mineradoras, ele também ajuda a reduzir as despesas financeiras das companhias com dívidas contraídas em dólar. Além disso, o aumento das cotações das commodities minerais vem mais do que compensando o efeito cambial negativo. Os preços dos minérios continuam em tendência de alta, sobretudo graças à demanda da China. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), desde 2001 até o início deste ano, o preço do minério de ferro aumentou 374%, o do cobre subiu 440% e o do chumbo, 480%. Além de se destacar em rentabilidade, o setor de mineração foi também o que obteve em 2007 a melhor margem de vendas (20,7%), o melhor índice de investimentos no imobilizado (58,4%) e a segunda maior média de riqueza gerada por empregado (416 000 dólares).
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