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SKF reforça estrutura logística e prevê crescer 25% no Norte e Nordeste

Notícias Gerais

09/06/2010


A fabricante de rolamentos sueca SKF está finalizando a construção de um centro de distribuição em João Pessoa, na Paraíba. Com a nova base logística, a companhia espera dar suporte ao crescimento das vendas de sua divisão industrial no Norte e Nordeste.
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A meta para este ano é de crescimento de 25%, nas duas regiões, diz Carlos Alberto Fernandes, diretor de serviços industriais da SKF do Brasil.
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A rede de distribuição é considerada muito importante para fabricantes de rolamentos industriais, porque máquinas paradas podem significar grandes prejuízos para os clientes. O centro de distribuição na Paraíba terá capacidade para armazenar quase dois mil itens diferentes, 90% importados.
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De acordo com o executivo, a demanda no Norte e Nordeste vem sendo puxada pelas indústrias de alimentos, cimento, metalurgia, mineração e papel e celulose. E há perspectivas bastante boas nas áreas de petroquímica e energias renováveis. “Estamos otimistas porque há crescimento dos volumes e também maior procura por qualidade”, afirma Fernandes. Por qualidade dos contratos, entenda-se pacotes de serviço mais sofisticados.
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Segundo o executivo, a SKF hoje trabalha com uma série de modelos. Faz desde a venda simples de rolamentos até acordos em que se responsabiliza pelo gerenciamento de todo o sistema que envolve os rolamentos em uma fábrica, recebendo por isso um valor fixo mensal, com ou sem variações por desempenho.
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Das cerca de 500 fábricas em que a companhia atua diretamente no país, pouco mais de 30, de 25 clientes, hoje tem toda a gestão dos sistemas de rolamentos atendida pela empresa, com ganhos atrelados ao desempenho. Nesta modalidade de contrato, a SKF paga multas, caso entregue uma performance abaixo da acordada.
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Mas, em contrapartida, recebe remuneração extra, caso supere as expectativas. “Esperamos chegar este ano a 40 fábricas, em 30 clientes”, diz o executivo.
Nos grandes contratos atrelados à performance, as margens também são maiores. A venda dos rolamentos, em si, representa de 30% a 35% do valor total do negócio. No faturamento da divisão, responde por 70%.
É uma forma também de fugir da concorrência por preço. Fernandes afirma que os chineses começam a chegar e, apesar de não representarem ameaça direta para a SKF, deverão empurrar outros concorrentes para um mercado mais qualificado, no qual a SKF atua hoje.
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A divisão industrial da companhia se divide em cinco áreas de negócios: rolamentos e acessórios, vedações industriais, sistemas de lubrificação, mecatrônica e serviços, além de produtos de transmissão de potência, como correntes, correias e acoplamentos. Norte e Nordeste representa menos de 10% das vendas.
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Em dois anos, porém, a participação deverá saltar para algo entre 20% e 25% do total.
A maior parte do faturamento da SKF no Brasil vem do setor automotivo, que representa entre 60% a 65% das vendas. A fábrica brasileira é dedicada à produção de rolamentos para automóveis, principalmente os leves.

Brasil Econômico


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