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Siemens eleva investimento no País para US$ 1 bi

Notícias Gerais

24/05/2012


Valor, que será aplicado nos próximos cinco anos na operação brasileira, é uma revisão dos US$ 600 milhões anunciados em 2011
A multinacional alemã Siemens planeja investir US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos para aumentar sua presença no Brasil. Com a cifra, o grupo acredita que pode dobrar seu faturamento anual no País, alcançando a marca de US$ 5 bilhões em 2017. “Estamos no Brasil há mais de 100 anos e nunca estivemos tão confiantes no futuro do País”, afirmou Peter Solmssen, membro do conselho de administração do Grupo Siemens.
Atualmente, o Brasil é o quinto maior gerador de receitas do grupo. O investimento, na verdade, é uma revisão dos US$ 600 milhões anunciados em 2011 para os próximos anos. A decisão de ampliar a atuação na operação brasileira teve como pano de fundo a queda dos juros e as perspectivas de avanços na política industrial brasileira.
“Há uma vontade concreta do governo em atuar nisso (política industrial)”, disse o presidente do grupo no Brasil, Paulo Stark, que assumiu o cargo no fim do ano passado, após um escândalo de suposta corrupção derrubar seu antecessor, Adilson Primo, que estava no cargo havia dez anos. Segundo ele, o País hoje é muito mais interessante para investidores como a Siemens, que têm planos de desenvolver projetos de longo prazo.
O executivo lembrou que o grupo sempre tenta se antecipar aos movimentos, por isso, decidiu ampliar o tamanho da unidade brasileira. “Nossos planos não estão embasados em situações ou dinâmicas de curto prazo”, frisou.
A recente disparada do dólar não foi considerada como fator determinante para o grupo aumentar investimentos. Entretanto, Stark admite que o câmbio atual torna os produtos fabricados pela Siemens no Brasil muito mais competitivos no cenário internacional. Entre os produtos exportados pela companhia estão transformadores para o mercado de energia e equipamentos de automação.
Expansão. A estratégia do grupo para crescer no País inclui a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro até o fim deste ano e a abertura de duas novas fábricas até 2013. A primeira, uma unidade voltada ao segmento de saúde, será construída em Joinville (SC). Segundo o presidente, a Siemens tem uma forte atuação nesse setor e seus equipamentos já são responsáveis por 30% dos diagnósticos por imagem feitos no País.
Já a segunda será uma fábrica de máquinas e motores voltados para atender às necessidades do mercado brasileiro, especialmente nas áreas de mineração e petróleo e gás. O local da nova unidade ainda não foi definido, mas, segundo o executivo, deverá ser anunciado em breve.
Stark ressaltou que a fábrica vai ajudar a indústria local a atender às demandas por conteúdo local exigidas pelo governo brasileiro. Hoje, os equipamentos da companhia estão em dois terços das plataformas de petróleo em operação no País.
Segundo o executivo, o grupo ainda não definiu se pretende participar de forma direta ou indireta do leilão do trem-bala, que deve ocorrer ainda em 2012. Mas, independente da participação na disputa, a Siemens já definiu que pretende ser uma fornecedora de tecnologia e equipamentos para o consórcio vencedor do leilão. O grupo já participou de projetos de trem-bala em outros países, como a China e a Alemanha.
O presidente afirmou ainda que a companhia deve anunciar nas próximas duas ou três semanas a compra de uma empresa brasileira de redes elétricas inteligentes. O executivo não deu detalhes do negócio. Em comunicado, a Siemens informou que a empresa em negociação é líder na prestação de serviços de medição inteligente e correlatos.
Para Stark, a Siemens está expandindo suas capacidades no segmento de redes elétricas inteligentes. Em abril, a empresa abriu em Curitiba seu primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento focado no desenvolvimento de soluções de redes inteligentes.

Estado de S. Paulo


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