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Setor mineral vai investir US$ 40 bilhões no Pará

Notícias Gerais

11/03/2010


A indústria mineral deverá investir no Pará, ao longo dos próximos quatro anos, cerca de US$ 40 bilhões, o equivalente a R$ 72 bilhões, pelo câmbio atual. Ao dar ontem a informação, o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Eugenio Victorasso, destacou que o maior volume de aplicações no período estará a cargo da indústria extrativa, com US$ 25,671 bilhões, vindo a indústria de transformação em segundo lugar, com US$ 11,118 bilhões.
Em infraestrutura e transporte, os investimentos projetados pelo setor no Pará, de acordo com o presidente do Simineral, deverão alcançar, até 2014, o montante de US$ 2,704 bilhões. A quase totalidade ficará a cargo da Vale, que prevê aplicações de US$ 2,6 bilhões em logística na Estrada de Ferro Carajás, incluindo a construção de um ramal ferroviário de 110 km até Canaã dos Carajás. A Vale vai investir também
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US$ 41 milhões na ampliação do porto de Vila do Conde, enquanto a Anglo Ferrous tem projetada a construção de um porto flutuante em Curuçá, a um custo de US$ 63 milhões.
O Simineral, hoje com seis empresas associadas, foi criado em 2007, mas só começou a trabalhar efetivamente no ano passado. ?O objetivo foi criar um ambiente institucional de reflexão e articulação para o desenvolvimento da atividade mineral no Pará?, disse Victorasso.
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Embora a atividade não tenha entre suas características a absorção intensiva de mão-de-obra, a pujança do setor mineral na economia já é hoje tão forte que acaba se refletindo positivamente também no mercado de trabalho. O presidente do Simineral informou que, pelas estimativas disponíveis, a indústria mineral já responde hoje no Pará por cerca de 142 mil empregos.
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O mercado de trabalho no setor mineral experimentará ainda uma extraordinária expansão nos próximos anos, com os pesados investimentos já programados até 2014. Deles resultarão alguns empreendimentos de porte gigantesco, como é o caso do projeto ferro S11D, em Canaã – o equivalente a um novo Projeto Carajás – ou de grande efeito multiplicador, como o complexo siderúrgico a ser instalado em Marabá. As perspectivas em relação à geração de empregos são tão favoráveis, conforme frisou Victorasso, que a grande preocupação hoje reside na formação e qualificação de pessoas para o atendimento de uma demanda que tenderá a crescer de forma quase explosiva.
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O peso avassalador da indústria mineral no conjunto da economia paraense está refletido também nos números relativos às exportações. Com base em dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio relativos ao exercício de 2009, o setor mineral respondeu, sozinho, por 85% do total das vendas externas do Estado, cabendo à indústria extrativa 58% do total (US$ 4,9 bilhões) e à indústria de transformação, 27% (US$ 2,2 bilhões). Aos outros produtos que compõem a pauta de exportação do Pará, incluindo os tradicionais, como madeira, pescado, pimenta e castanha, coube a modesta participação de 15%, ou US$ 1,2 bilhão.
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Setor resistiu à crise mundial
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Os números da indústria mineral revelados ontem mostram que o setor, no Pará, saiu-se melhor do que se poderia imaginar com a crise que abalou o mercado mundial a partir do segundo semestre de 2008. Ficou claro, por exemplo, que a queda na exportação mineral no ano passado, da ordem de 22%, não conseguiu nem mesmo reduzir as expectativas de produção, geração de empregos e investimentos.
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?As empresas de mineração já voltaram a contratar?, afirmou o presidente do Simineral, acrescentando que os dados do Ministério do Trabalho e Emprego confirmam, desde julho do ano passado, sucessivos saldos positivos na geração de emprego direto no setor, tanto na indústria extrativa quanto na de transformação.
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Entre os principais produtos exportados pela indústria extrativa mineral do Pará em 2009, está o minério de ferro. O Pará estabeleceu novo recorde histórico em volume exportado em 2009, com 85 milhões de toneladas, contra 79 milhões de toneladas no ano anterior. O efeito mais sensível da crise se fez sentir principalmente com a queda dos preços. Mesmo tendo exportado seis milhões de toneladas a mais de minério de ferro em 2009, o Pará registrou uma pequena queda na receita. Foram US$ 3,813 bilhões, contra US$ 3,840 bilhões em 2008.

Diário do Pará


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