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Setor de máquinas cresce em 2010, mas não recupera 2009

Notícias Gerais

04/02/2010


A indústria de máquinas e equipamentos espera uma expansão de 15 a 18 por cento no faturamento em 2010, mas isso não será suficiente para recuperar perdas sofridas em 2009, quando as vendas em termos reais desabaram 20 por cento, pressionadas por queda nas exportações.
O setor, que historicamente tem cerca de 30 por cento de seu faturamento gerado por vendas externas, amargou redução de 40,5 por cento nas exportações de 2009, perdendo espaço para países como a China em mercados importantes como os Estados Unidos, afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.
Segundo ele, o desempenho esperado para 2010, que se dará sobre vendas de 64 bilhões de reais em 2009, não pode ser considerado inteiramente como positivo por causa da fraca base de comparação com o ano passado.
“Qualquer número que tivermos em 2010 vai ser maior que 2009… Talvez nos próximos três a cinco anos, com os projetos do governo, como o Minha Casa Minha Vida e o pré-sal, e Copa do Mundo, a gente consiga recuperar”, afirmou Aubert a jornalistas.
Em 2009, por conta da crise financeira internacional, que travou investimentos no país, e da valorização do real sobre o dólar, a maior parte dos setores que compõem a indústria de máquinas e equipamentos registrou quedas de vendas, em alguns casos acima de 50 por cento, como foi o caso de máquinas para madeira na produção de móveis.
O segmento voltado à indústria de petróleo e gás foi exceção, impulsionado por projetos da Petrobras, afirmou Aubert. Essa área –formada por bombas e motobombas, bens sob encomenda e válvulas– teve o melhor desempenho em 2009 entre 11 segmentos acompanhados pela Abimaq.
As vendas de bombas e motobombas avançaram 18,1 por cento, as de bens sob encomenda tiveram alta de 2,6 por cento e as de válvulas apresentaram recuo de apenas 5,6 por cento.
Enquanto isso, o segmento de máquinas agrícolas teve queda de 30 por cento, têxteis de 32 por cento e máquinas-ferramenta de 42 por cento.
Aubert afirmou que as indústrias de siderurgia, petróleo e gás e mineração deverão incentivar a expansão prevista nas vendas de 2010, diante da volta da demanda por commodities no mercado internacional.
Segundo ele, as fabricantes de máquinas correram em janeiro para aproveitar programas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) num ritmo acima do visto no ano passado.

Reuters Brasil


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