NOTÍCIAS

Setor de fertilizantes ganhará rentabilidade

Notícias Gerais

10/12/2012


US$ 20 bi serão investidos para maior produção local, puxada por novas jazidas de minerais
;
Um mercado com tendências de crescimento e de aumento na rentabilidade. Assim é o setor de fertilizantes no Brasil, que vive um momento especial, impulsionado pelo crescimento do agronegócio e a descoberta de jazidas de minerais, matéria prima dos fertilizantes. “A demanda dos produtores de grãos é imensa e isso deixa o mercado nacional muito promissor”, afirma Rafael Lima Filha, analista da Scot Consultoria, especializada em agronegócios.
;
De 2009 a 2011, o consumo nacional de fertilizantes cresceu acima dos 20% ao ano. E mesmo as pequenas quedas da importação e da produção no Brasil ocorridas no acumulado de 2012 não são motivo para preocupação, segundo os especialistas. Por trás disso está o alto grau de estoques que os produtores encerraram 2011, motivados justamente pelo aquecimento dos negócios no campo. “O ano terminou com um estoque de mais de 5 milhões de toneladas, o que vai além dos padrões brasileiros”, diz Lima.
;
“Resolvido esse ponto específico, o mercado brasileiro deve voltar a ter índices expressivos de crescimento.” Não é de se espantar que, com essas características, o setor de fertilizantes no Brasil provoque interesse de grandes companhias em investir no setor. Estima- se que, nos próximos cinco anos, os grandes players do mercado, como a Vale Fertilizantes e a Copebras, apliquem quase US$ 20 bilhões no aumento de capacidade.
;
As multinacionais também estão de olho no potencial brasileiro. Na última sexta-feira, a norueguesa Yara anunciou a aquisição dos negócios de fertilizantes da Bunge. O acordo, que ainda deve ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), foi fechado em US$ 750 milhões.
;
Maior produtora de fertilizantes do mundo, a Yara buscou, com o negócio, estar bem posicionada no mercado nacional quando a diferença entre a oferta e a demanda nacional for reduzida. “O Brasil é um mercado chave, com significante potencial de crescimento tanto da área cultivada como da produção”, afirma Joergen OleHaslestad, presidente global da Yara.
;
Hoje, menos de 30% do que é consumido no Brasil é feito a partir de matéria-prima brasileira. Com a exploração de novas jazidas minerais, sobretudo na região amazônica, esse percentual deve crescer para 63,5% em 2017, segundo dados da Anda. “No longo prazo, daqui mais de dez anos, o mercado brasileiro deve estar bem diferente, por conta dessas jazidas”, afirma Lima, da Scot.
;
Com a aquisição dos ativos da Bunge, a Yara passa a deter 25% do mercado nacional de fertilizantes. Somadas, as produções das duas empresas em 2011 foram de 7,5 milhões de toneladas. “A demanda por fertilizantes no Brasil cresce mais de 1 milhão de toneladas por ano. A cada cinco anos o Brasil precisa de uma `nova Bunge` em fornecimento”, diz Lair Vianei Hanzen, presidente da Yara Brasil.
;
Mudança de foco -;A saída da Bunge de uma área de negócios tão promissora tem a ver com o desejo da companhia de investir mais em outros setores, como agronegócio e bioenergia. Em 2010, a empresa já havia vendido parte da área de fertilizantes à Vale.

Brasil Econômico


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER