Serra defende royalties do minério e promete pacote de obras para MS
11/06/2010
O pré-candidato à Presidência José Serra defendeu, durante entrevista no Clube Estoril em Campo Grande, onde participou de ato que `selou` a aliança PMDB-PSDB em Mato Grosso do Sul, o pagamento de royalties ao Estado pelo exploração das reservas de minério de ferro e manganês e prometeu um pacote de projetos de infra-estrutura, logística e transportes. Serra classificou a BR-163 de `rodovia da morte` e pediu: `podem gravar, a rodovia da morte vai acabar`.
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Para Serra, a destinação de royalties sobre a exploração do minério pode ajudar Mato Grosso do Sul a desenvolver. ?Só precisa de um empurrãozinho, não para cair, mas para se levantar?.
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O Estado detém a 2ª maior reserva de manganês e o 3º maior estoque de minério de ferro. O chamado Maciço de Urucum é explorado pela anglo-australiana Rio Tinto e a brasileira Vale. ?Se se cobra royalties do petróleo, por que não destinar recursos pela exploração do minério em Mato Grosso (do Sul)? É dinheiro que deve ser usado em investimento, não é para custeio, pagar salário?, propôs.
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José Serra pediu para falar mais sobre o Estado e evitou temas polêmicos, como a escolha do vice, por exemplo. Perguntado sobre a hipótese de a senadora Marisa Serrano vir a ser indicada, desconversou: ?Decidi não falar sobre vice, a última vez deu um problema danado?. Sobre a disputa eleitoral, disse que a opinião pública sabe discernir que faz da política um combate e não uma luta em que o adversário é um inimigo que tem que ser destruído. ?Não é assim que se pensa do outro lado?.
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Sobre o acordo Brasil-Irã, Serra preferiu demonstrar que o pais é uma ditadura e sugeriu que os jornalistas presentes na coletiva, se estivessem sob o regime do Irã, seriam condenados a no mínimo 16 anos de prisão. Outros seriam mortos enforcados.
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A respeito da polêmica declaração em que acusara a Bolívia de ser leniente com o tráfico de cocaína, esclareceu: ?Não sou contra a Bolívia, tenho uma estima especial pelo país?, disse Serra, explicando que no período da ditadura militar, quando se refugiou no Chile, ficou algum tempo no país vizinho e usou documentos bolivianos.
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Segundo Serra, sua crítica foi ao governo, à falta de políticas de combate à produção de cocaína. A seu ver, o combate ao tráfico deve ser acompanhado de ação repressiva ao contrabando. Segundo Serra, deve-se reprimir o tráfico e criar condições para reabilitar quem já entrou no mundo das drogas e criticou o sistema de saúde público que não cobre tratamentos. O pré-candidato prometeu criar o Ministério da Segurança Pública para o que considera ação . ?A fronteira precisa ser ocupada?, disse.
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Serra também foi sintético ao falar de demarcação de áreas. Na opinião dele, a ação do MST, de invadir terras, `oculta o propósito da política de reforma agrária` e assegurou que ?no meu governo a Funai vai funcionar?.
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APOIO
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José Serra obteve apoio público do governador André Puccinelli, pré-candidato à reeleição, que assegurou ao pré-candidato à Presidência que o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB) também deve integrar a aliança tucano-peemedebista.
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Por razões não esclarecidas, o prefeito viajou e não estava presente ao ato no Estoril. ?Simpatia [por Dilma Rousseff, pré-candidata do PT] é uma coisa, apoio é outra?, disse Puccinelli, que sentou-se ao lado de Serra acompanhado do vice-governador Murilo Zauith (DEM). Durante o evento Zauith acenou com a hipótese de concorrer ao Senado, como estava sendo articulado, depois de seguidos tropeços na costura da campanha. Nesta quinta-feira em Dourados o governador negou ter prognosticado vitória de Delcídio (PT) e Moka (PMDB) na corrida ao Senado e tentou acalmar Zauith.
Jornal Dia a Dia