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Senador quer debater e fomentar terras raras no Brasil

Notícias Gerais

18/07/2011


O debate sobre os metais terras raras, cujas reservas se concentram na China (isto é, até que a produção a partir de águas no Pacífico seja viabilizada, como informamos há alguns dias) chegou ao Senado Federal: na quarta-feira, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovou requerimento do senador Luiz Henrique (PMDB/SC) para a realização de audiência pública para discutir o desenvolvimento de novas tecnologias, pelo Brasil, para viabilizar a exploração dos metais.
No mesmo dia, discursando no Plenário, Luiz Henrique declarou que ?urge o Brasil entrar nesse mercado bilionário?, mencionando o papel estratégico dos terras raras na produção de aparelhos de alta tecnologia. Citando a descoberta japonesa, o senador fez um panorama sobre o assunto no país: ?a política voltada para essa era estratégica está a cargo unicamente da empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que substituiu a Nuclebrás. A empresa Indústrias Nucleares do Brasil ainda negocia com a Universidade Federal Fluminense a realização de pesquisas no oceano com o objetivo de identificar novos depósitos de terras raras no país?.
Segundo o parlamentar, em 1950 só havia no mundo inteiro uns 15 quilos de európio, sendo que o Brasil tinha depósitos de cerca de oito quilos. ?As terras raras são uma questão de soberania nacional, seja pelo que propiciam em avanço no conhecimento, seja pela multiplicidade de seus usos, inclusive na área de defesa e na indústria petrolífera. Por isso, precisamos de uma política estratégica de fomento à sua produção e arrojo empresarial priorizando a transformação das jazidas em produtos que sejam capazes de alimentar a indústria mais avançada que existe no mundo?, afirmou.

Geólogo.com.br


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