Senado debaterá exploração de metal estratégico
03/02/2012
Em audiência, comissão discutirá formas de incentivar o Brasil na pesquisa e na exploração dos chamados metais de terras raras, usados na defesa e na indústria petrolífera
A criação de política nacional para pesquisa e exploração dos chamados metais de terras raras será debatida nas próximas semanas em audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
Requerimento nesse sentido, apresentado por Luiz Henrique (PMDB-SC), foi aprovado há seis meses. A data será marcada em breve pelo presidente da comissão, Eduardo Braga (PMDB-AM).
São conhecidos como metais de terras raras (ou simplesmente terras raras) 17 elementos químicos, como lantânio, lutécio, escândio e ítrio, que são utilizados na produção de supercondutores, turbinas eólicas, painéis solares e automóveis.
Deverão ser convidados para a audiência representantes dos ministérios de Minas e Energia e da Ciência e Tecnologia, além da empresa Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
De acordo com o governo, o Brasil precisa desenvolver novas tecnologias para aproveitar as terras raras.
? As terras raras são uma questão de soberania nacional, pela multiplicidade de seus usos, inclusive na área de defesa e na indústria petrolífera. Por isso, precisamos de uma política estratégica de fomento à sua produção e ao arrojo empresarial, para promover o aproveitamento das jazidas ? sustenta Luiz Henrique em seu requerimento.
Atualmente, a China é responsável por 97% da produção mundial de terras raras. Por isso, tem imposto cotas nos últimos anos às suas exportações do produto, forçando aumento dos preços no mercado internacional.
Segundo o requerimento aprovado pela comissão, existem reservas reconhecidas de terras raras em Catalão (GO), São Francisco de Itabapoana (RJ) e no distrito de Pitinga, em Presidente Figueiredo (AM). Há indícios de reservas em outras partes da Amazônia. Novas reservas serão também pesquisadas no fundo do mar.
Agência Senado