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Seminário técnico aborda projeto Diamante Brasil

Notícias Gerais

16/03/2015


O Seminário Técnico do Processo Kimberley realizado nesta quinta-feira (12), no auditório do Ministério de Minas e Energia, em Brasília, reuniu representantes do governo e da iniciativa privada do Brasil, Bélgica, Angola, Congo e Botsuana.Na ocasião, autoridades debateram o cenário atual da produção, comercialização, investimentos para pesquisa e exploração de diamantes brutos no Brasil e no mundo. A abertura do evento contou com presença do secretário de Estado do Comércio Exterior da Bélgica, Pieter De Crem e Carlos Nogueira da Costa Junior, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia.; O evento contou com apoio da Embaixada da Bélgica e do Centro Mundial de Diamantes em Antuérpia (AWDC, na sigla em inglês).Carlos Nogueira destacou a importância do Sistema de Certificação do Processo de Kimberley na comercialização de diamantes e lembrou que o País já foi no passado um grande produtor.; Segundo ele, o certificado é um ?importante instrumento para interromper o fluxo de diamantes brutos, usados para financiar conflitos armados e subverter governos legítimos e ainda protege a indústria legal de diamantes?. O secretário lembrou que, embora não há registro de atividades ditas como ?diamantes de sangue?, o Brasil foi admitido em 2003, no Sistema de Certificação do Processo de Kimberley e, desde então, vem participando ativamente do Processo.PerspectivasO secretário destacou ainda os investimentos realizados pelo governo federal, no conhecimento geológico do País. ?Temos feito progressos substanciais nos últimos anos, tornando o Brasil mais atrativo a novas descobertas de depósitos minerais?.; Nogueira afirmou ainda que o Brasil vislumbra novas perspectivas com a descoberta do primeiro jazimento primário na Bahia. ?Essa descoberta pode reinserir o País no cenário internacional?, avaliou o secretário.Diamante BrasilNa ocasião, Francisco Valdir Silveira, chefe do Departamento de Recursos Minerais da CPRM apresentou aos participantes do seminário, o projeto Diamante Brasil, que busca reunir e integrar em um banco de dados público, informações dos principais aspectos da geologia do diamante no Brasil, incluindo fontes primárias e secundárias, além de aspectos econômicos.Valdir destacou que, apesar de o Brasil ter geologia favorável e diversas áreas de exploração de diamantes, essas áreas estão localizadas em depósitos secundários, sendo que, o grande desafio é realizar programas de pesquisa e uso de novas tecnologias, visando à descoberta de depósito de classe mundial em fonte primária no País.
O projeto está em fase final de conclusão explicou Valdir que apresentou ainda alguns resultados das pesquisas.; Segundo ele, o projeto estudou 20 campos diamantíferos, 804 ocorrências; e 142 garimpos no País. Já os campos de kimberlitos foram 23, contendo 1.325 corpos mapeados pelo projeto.Processo Kimberley;O Sistema de Certificação do Processo de Kimberley (SCPK) é um procedimento articulado entre os governos, a indústria internacional do diamante e a sociedade civil com o objetivo de certificar a origem de diamantes para interromper o fluxo dessas gemas para financiar conflitos armados.Ele se baseia em resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) e legislações nacionais específicas. É um processo histórico que defende os direitos humanos, a paz e o desenvolvimento sustentável. O Brasil é reconhecido como um dos países que mais defendem o diamante para o desenvolvimento no Processo Kimberley.

Serviço Geológico do Brasil


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