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Sem infraestrutura, projeto de novo polo de minério não decola

Notícias Gerais

23/03/2010


O governo estadual pretende ser um indutor de projetos de minério de ferro e gás natural no norte de Minas Gerais. O Estado está convencido de que os projetos para o estabelecimento de uma nova província mineral na região só vão deslanchar caso seja criada uma infraestrutura para o escoamento da produção.
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A criação do polo está inserida em um dos projetos estruturadores do governo estadual. ?É uma região considerada prioritária, porque tem um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) bem pequeno?, observou o subsecretário de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética do Estado, Paulo Sérgio Ribeiro.
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Ex-diretor da Vale, que atuou durante anos na área de prospecção e pesquisa, Ribeiro destaca que o baixo teor de ferro das jazidas identificadas pode ser compensado pelo volume das reservas. Para isso, será necessário atrair para a região investimentos para a concentração. Segundo Ribeiro, o teor comercial de minério de ferro para utilização industrial tem de ser de pelo menos 65%. No norte de Minas, esse teor varia de 20% a 35%.
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?Realmente, tem que ter um bom volume?, destacou. ?Por isso, será preciso concentrar esse minério e isso agrega muito valor. Exigirá plantas mais sofisticadas para concentração e beneficiamento.? De acordo com o subsecretário, para uma boa taxa de retorno, em média, é necessário que a mina tenha uma vida útil de pelo menos 20 anos. Ribeiro acredita que os empreendimentos previstos poderão resultar na criação de 5 mil a 10 mil postos de trabalho.
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Mas, para viabilizar a implantação do novo polo, a principal aposta está na construção de ferrovia interligando o norte de Minas aos portos da Bahia. Os prefeitos querem evitar que vingue a ideia de que o minério extraído no local seja transportado por meio de um duto, o que impediria a atração de empreendimentos siderúrgicos, de ferro-gusa e o plantio de florestas de eucalipto.
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?Quando a ferrovia perde para o duto de minério, já se descarta a possibilidade de agregar componente social, justiça econômica. O minério, passando por um duto, não vai trazer para aqui uma indústria siderúrgica?, disse o prefeito de Salinas, José Antônio Prates (PTB). ?Nosso IDH é muito baixo e a maioria dos municípios aqui vive apenas dos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios)?.

Agência Estado


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