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Seicom realiza visita técnica no Tapajós e seminário sobre uso do calcário

Notícias Gerais

10/11/2014


O consumo de calcário agrícola será de 305 mil toneladas em 2014
Equipe técnica da Diretoria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) realizou visita técnica, nas duas últimas semanas, em parceria com a The Nature Conservancy (TNC), às empresas Calreis e Cominas, ambas mineradoras de calcário agrícola, localizadas no município de Rurópolis, na região oeste paraense. O objetivo foi identificar os gargalos da cadeia produtiva dos denominados agrominerais – minerais especialmente usados na agricultura, como fertilizantes, em sua maioria – e buscar a garantia da oferta de calcário para os territórios do Tapajós e Xingu com preços acessíveis.
A empresa Comina executa a lavra, beneficia e comercializa calcário agrícola em brita para construção civil, cuja capacidade de produção é de 10 toneladas por hora (ton/h). E fornece este agromineral para Macapá (capital do Amapá), Altamira, Santarém e entorno de Itaituba, municípios localizados entre as regiões paraenses do Xingu e Tapajós.
O escoamento do minério oriundo da Comina é feito por balsas com capacidade de 500 toneladas que cruzam o rio Tapajós e em caminhões pela BR-230 e BR-163. O calcário é comercializado a granel ou em big bag, contentores flexíveis de volume médio com maior capacidade de armazenamento, ou seja, sacos usados para transporte e armazenamento de qualquer tipo de líquidos, granulados ou produtos de uma tonelada.
Atualmente, a empresa está em processo de ampliação na sua estrutura física e está com investimentos em pesquisa mineral. E segundo Bruna Guimarães, engenheira de minas da Seicom, o empreendedor da Comina, Wilson Soares, está investindo em pesquisa mineral para depois ampliar a sua produção, assim poderá adquirir o maquinário para lavra e beneficiamento compatíveis com as características do minério.
Já a empresa Calreis compra a rocha lavrada pela Comina e realiza o beneficiamento e comercialização de brita e calcário agrícola, com capacidade de produção de 10 ton/h. E ainda fornece para Novo Progresso, o distrito de Castelo dos Sonhos, Altamira, Santarém, Itaituba e arredores e também para Macapá.
O transporte também é realizado por caminhões com a metodologia da logística reversa, ou seja, os caminhões trazem soja de Novo Progresso para o terminal portuário em Miritituba, distrito de Itaituba, e retornam com calcário agrícola. O escoamento do minério também é feito por balsas com capacidade de 500 toneladas pelo rio Tapajós. “Calcário tem para atender toda a região, o que falta é energia e estrada”, ponderou Sebastião Reis, proprietário da mineradora Calreis.
O transporte rodoviário, que segue a rota do distrito de Miritituba e retorna com calcário agrícola para Novo Progresso, caracteriza a operacionalização da chamada logística reversa, com a oferta dos agrominerais, o que torna os preços mais acessíveis aos produtores rurais.Representante da TNC em Tapajós, Teresa Moreira avaliou que o fato de o calcário estar sendo enviado de Miritituba para Novo Progresso já demonstra que a soja está em processo de expansão na região.
Grupo de Trabalho do Calcário
A Seicom também realizou 13 oficinas e três seminários de consolidação nos principais municípios mineradores, com participação de 200 instituições e 1.300 participantes, definidos durante a reunião que definiu o 1° Plano Estadual de Mineração (2014-2030) do Brasil, construído ao longo de dois anos.
Para executar as ações previstas dentro deste tema, foi criado o Grupo de Trabalho do Calcário Agrícola (GT do Calcário), com a missão de criar estratégias e arranjos que possibilitem a aproximação entre a demanda e a oferta, principalmente de calcário agrícola no Pará.
No Plano está previsto que o consumo de calcário agrícola será de 305 mil toneladas em 2014 e de 320 mil toneladas, em 2016. Considerado-se a taxa anual de crescimento de 3%, estima-se uma produção de 484 mil toneladas até 2030.
As ações em andamento são a elaboração do Plano Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Calcário Agrícola do Pará, com o propósito de avançar na aproximação entre a oferta existente na região do Tapajós, onde há produção de calcário agrícola, e a demanda da região do Xingu e do sul do Pará, onde não há produção, além da consolidação dos projetos pilotos da pecuária sustentável para região, com o apoio da TNC.
Com a articulação da Seicom e das instituições integrantes do comitê gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS Xingu) já se garantiu a oferta de calcário agrícola para os projetos aprovados no âmbito do PDRS Xingu, além da realização do Seminário Regional dos Agrominerais para o desenvolvimento do Xingu, no intuito de beneficiar fundamentalmente os agricultores familiares da BR-230 (Rodovia Transamazônica).
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Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração


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