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Secretário de Recursos Hídricos visita unidade do Programa Água Doce

Notícias Gerais

21/08/2008


O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Vicente Andreu, visita nesta quinta-feira (21) a Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce localizada no município de São José do Seridó, no Rio Grande do Norte, na comunidade de Caatinga Grande.A UD beneficia 400 pessoas com água para consumo humano por meio do sistema de dessalinização e do sistema de produção formado pela criação de tilápias e produção de erva-sal (Atriplex), com gestão integrada e participativa.Garantir água com qualidade para as populações difusas não é uma tarefa fácil, uma vez que a instalação de dessalinizadores, que separam a água salobra da água doce por meio do sistema de osmose inversa, necessita atender a determinadas condições técnicas.Quando estas condições são favoráveis, o Programa Água Doce orienta a instalação dos equipamentos de acordo com a metodologia desenvolvida junto à Embrapa Semi-Árido, armazenando o concentrado resultante do processo de dessalinização em tanques de contenção e utilizando-os para produção de tilápias rosa e na irrigação da erva-sal.Com isto, o Programa Água Doce está contribuindo com a preservação do meio ambiente, evitando que a água salgada seja despejada no solo causando erosão ou que a água volte a contaminar novos lençóis de água subterrânea, tornando-a inutilizada.”O Programa Água Doce vem se tornando uma referência para as políticas públicas de acesso à água, comprovando ser possível garantir água de qualidade para o consumo às populações difusas que vivem no semi-árido a um custo relativamente baixo, associando fatores econômicos, sociais e ambientais”, afirma Andreu.A implantação da Unidade Demonstrativa de Caatinga Grande foi construída em 2007 com investimentos da Fundação Banco do Brasil de R$ 100 mil. O sistema vem garantindo 10 litros de água por dia para consumo de cada membro da comunidade ao custo de R$ 2 ao mês.A produção de tilápias chegou a 1.500 quilos no ano de 2007 e a de erva-sal a 10 toneladas/ano. Com a venda destes produtos é formado um fundo para compra de equipamentos, pagamentos e melhoria da renda da população.Hoje existem dois mil dessalinizadores na região do semi-árido, dos quais estima-se que apenas 50% estejam em funcionamento. O Programa Água Doce já recuperou 48 sistemas, aplicando a metodologia desenvolvida.Para a escolha das localidades a serem atendidas são considerados os menores Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os menores índices pluviométricos, ausência ou escassez de fontes de abastecimento de água potável e o maior índice de mortalidade infantil. Os critérios técnicos específicos para avaliar a implantação de sistemas produtivos sustentáveis em cada localidade são feitos com base no método Novo Rural e no Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA-Água). (Fonte: MMA)

Ambiente Brasil


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