Santa Catarina quer substituir gás natural por gás de carvão mineral
18/09/2013
A multinacional GE Power está em negociação para a construção de uma planta de gasificação de carvão mineral no estado de Santa Catarina. A ideia é abastecer a indústria cerâmica do estado. Uma reunião na última segunda-feira (16) reuniu sindicatos, empresa e associações para debater o assunto.
O estado de Santa Catarina poderá ganhar uma planta de gasificação de carvão mineral. Essa poderá ser uma nova alternativa para alimentar os fornos da indústria cerâmica. As tratativas para a criação de uma planta-piloto já foram iniciadas e contou com a participação do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), o Sindicato da Indústria Cerâmica (Sindiceram) e a GE Power.
Na segunda-feira (16), aconteceu uma reunião que contou com a presença de representantes das empresas e entidades interessadas, além da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM). Esse foi o primeiro passo para a criação da planta-piloto.
A proposta é que a GE desenvolva uma planta-piloto para a geração de gás a partir do carvão mineral. O combustível será usado para aquecer os fornos da indústria cerâmica, que hoje utiliza o gás natural no processo. ?É uma nova possibilidade que estamos abrindo. O cenário que vislumbramos no gás natural é de carência, por isso a necessidade de novas opções?, ressaltou o presidente do Sindiceram, Otmar Müller.
Atualmente, as indústrias cerâmicas e de colorifício da região carbonífera consomem cerca de 700 mil metros cúbicos de gás natural por dia. De acordo com Müller, os gastos com energia térmica (gás) e energia elétrica representam 30% dos custos das empresas.
Representantes das principais cerâmicas da região participaram do encontro. O próximo passo é ampliar as conversas. ?Atuaremos em conjunto para ver qual a melhor solução que pode ser implementada aqui. A GE tem interesse em produzir essa planta?, explicou o representante da GE, Gustavo Nielsen.
O Siecesc e a Satc, por meio do Parque Tecnológico, estudam há três anos a gasificação do carvão, mas ainda não foi possível fazer uma planta-piloto. ?Se for consolidada essa parceria com a GE nossos estudos continuam, até porque é preciso manter as linhas de pesquisa e formar profissionais para atuarem no setor?, ressaltou o diretor-executivo da Satc, Fernando Luiz Zancan.
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