Samarco tem alta de 60,31% nas exportações
19/08/2011
Embarques somam US$ 2,357 bi.
As exportações da Samarco Mineração S/A, joint venture entre as gigantes Vale S/A e BHP Bilinton, atingiram US$ 2,357 bilhões no primeiro semestre do ano. O valor é 60,31% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o montante contabilizado foi de US$ 1,470 bilhão.
Segundo o último balanço divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), os embarques da Samarco para o mercado internacional respondem, sozinhos, por 27,85% das exportações do Espírito Santo. A empresa é a segunda maior exportadora naquele estado, perdendo apenas para a Vale, que possui representatividade de 28,18% em razão dos US$ 2,385 bilhões exportados nos primeiros seis meses do ano.
Do total comercializado pela Samarco, quase metade dos embarques vai para a Ásia. Somente a China responde por 25% e os demais países asiáticos são o destino para 18% das exportações da empresa. Os segundos maiores consumidores são a África e o Oriente Médio, com uma fatia de 24%. Já a Europa responde por 17% do volume exportado e as Américas, juntas, representam 16% do mercado internacional da mineradora.
A menor dependência dos mercados europeu e norte-americano e o fato de as potências asiáticas estarem ocupando um espaço cada vez maior na pauta de exportações da Samarco reforçam a possibilidade de uma próxima ampliação na capacidade de produção da joint venture.
Recentemente, o presidente da companhia, José Tadeu de Moraes, admitiu que o mineroduto de 400 quilômetros de extensão que será viabilizado entre o complexo de Germano, em Mariana (região Central) e o Porto de Ubu, em Anchieta (ES), foi planejado para operar com capacidade ociosa, uma vez que a empresa tem planos para aumentar a produção de ferro em Minas.
O mineroduto é o terceiro da empresa e faz parte do megaprojeto de R$ 5,4 bilhões, que também inclui a construção de um terceiro concentrador em Germano e da quarta pelotizadora no Espírito Santo. A Samarco já recebeu o primeiro carregamento de 3.900 tubos de 12 metros cada e o início da construção está previsto para outubro.
No sistema logístico, com capacidade para transportar 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, será aportado R$ 1,6 bilhão, 29,7% do total dos recursos destinados ao Projeto Quarta Pelotizadora (4PL), sendo que os aportes serão praticamente divididos em partes iguais entre Minas e Espírito Santo. Os tubos passarão por 15 cidades mineiras e dez capixabas.
Após concluído o plano de expansão, a joint venture passará a ter uma capacidade de produção de 33,5 milhões de toneladas de minério por ano em Germano, enquanto a capacidade total de transporte da polpa de minério, com os três minerodutos, será de 44 milhões de toneladas anuais, uma diferença de praticamente 10 milhões de toneladas.
Concentrador – O terceiro concentrador em Germano terá capacidade de processar 9,5 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano, aumentando a capacidade do complexo para 33,5 milhões de toneladas anuais. Os investimentos no empreendimento somam mais de R$ 1,8 bilhão e representam 34,2% do total.
Em Anchieta, a construção da quarta pelotizadora demandará mais de R$ 1,9 bilhão, 36,1% da inversão total. A capacidade da planta será de 8,25 milhões de toneladas de pelotas por ano, elevando para 30,5 milhões de toneladas anuais a potência máxima do complexo capixaba.
Diário do Comércio