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Samarco recebe patente verde por tecnologia para produção de pelotas de minério de ferro

08/05/2026


Com a substituição de parte de coque e carvão mineral por insumos renováveis na pelotização, empresa reduz emissões de CO2 e avança na descarbonização da produção

A Samarco obteve o deferimento, em março, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), da patente verde da tecnologia “Método de produção de pelotas de minério de ferro”, que substitui parcialmente combustíveis fósseis por insumos renováveis nos fornos de pelotização e reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2).

A patente verde é destinada exclusivamente a tecnologias que contribuem de forma mensurável para a sustentabilidade. No caso da Samarco, o INPI reconheceu que a solução atende integralmente aos critérios de patenteabilidade (novidade, atividade inventiva e aplicação industrial) e comprova ganhos ambientais objetivos, requisito essencial para o enquadramento nessa categoria. A decisão evidencia a solidez técnica da solução e valida seu caráter inovador e ambientalmente responsável.

A tecnologia integra o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) “Desenvolvimento de combustíveis renováveis fornos 3 e 4”, liderado desde 2022 pela equipe de Engenharia de Processos da Samarco. Na prática, o método substitui parcialmente os combustíveis fósseis, como coque e carvão mineral, por insumos renováveis, com destaque para a moinha (resíduo fino) de carvão vegetal, coproduto de biomassa de eucalipto, aplicada aos fornos de pelotização.

Após etapas de testes em laboratório, a solução passou à aplicação industrial nos fornos da Unidade de Ubu, em Anchieta (ES), em 2023. A operação contínua teve início em 2024 e, no ano passado, a tecnologia já estava implementada nas duas usinas pelotizadoras da empresa, alcançando cerca de 15% de substituição de combustíveis fósseis. Esse avanço resultou em uma redução média de 4,41 kg de CO₂ por tonelada de pelota produzida, contribuindo diretamente para a agenda de descarbonização.

“Começamos com testes simples, ainda em 2022, sem imaginar a dimensão que o projeto alcançaria. Hoje, conseguimos aplicar uma solução inovadora, com ganhos ambientais relevantes e mantendo a qualidade das pelotas de minério de ferro, garantindo a excelência operacional”, afirma o engenheiro especialista da Samarco Raphael Dias de Medeiros.

A conquista da patente verde também reflete a integração entre as áreas técnica e jurídica. “Foi uma atuação estratégica, desde o enquadramento da tecnologia nos critérios dessa modalidade até a construção de um pedido consistente e bem fundamentado. Esse trabalho assegura não apenas a proteção da inovação, mas também sua aderência aos requisitos ambientais exigidos”, destaca Claudio Alves, da Gerência Jurídica e membro do Núcleo de Propriedade Intelectual da empresa.

Segundo o gerente de Engenharia de Processo, Tecnologia e Automação da Samarco, Felipe Morato, o projeto demonstra como a inovação pode impulsionar resultados sustentáveis. “Trata-se de uma iniciativa estratégica que reforça nosso compromisso com a sustentabilidade, por meio da redução de emissões, da busca por fontes energéticas mais limpas e da construção de uma operação cada vez mais responsável ambientalmente”, afirma.

Na mesma direção, o coordenador de Engenharia de Processo, Leandro Ferreira Pacheco, ressalta a condução organizada e criteriosa do projeto. “Destaco a importância de uma evolução estruturada, apoiada em testes rigorosos e seguros, preservando a integridade das pessoas, dos equipamentos e de toda a operação.”

No campo da proteção internacional, a Samarco já protocolou o pedido por meio do Patent Cooperation Treaty (PCT), passo que viabiliza a futura proteção da tecnologia em outros países. As próximas etapas envolvem a definição das jurisdições de interesse e a entrada nas fases nacionais, conforme os prazos regulatórios.

Com a obtenção da patente verde, que consolida essa tecnologia como uma solução industrial inovadora, a Samarco reforça seu compromisso com o desenvolvimento de soluções industriais com benefícios ambientais comprovados e mantém aberta a possibilidade de expansão da tecnologia, alinhada às melhores práticas ambientais e ao desenvolvimento tecnológico responsável.


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