Samarco lança pedra fundamental de 4ª usina
26/05/2011
Com pretensão de investir R$ 5,4 bilhões, a Samarco lançou nesta quarta-feira (25) a pedra fundamental do Projeto Quarta Pelotização, que aumentará a capacidade de produção de pelotas de minério de ferro da empresa dos atuais 22,25 milhões de toneladas por ano para 30,5 milhões de toneladas por ano a partir de 2013.
Durante a cerimônia, será realizado o ato simbólico de descerramento da placa da pedra fundamental, que conterá a data de abertura da urna do tempo, fechada no início das obras do projeto. O presidente da empresa, José Tadeu de Moraes receberá o governador, Renato Casagrande, o vice-governador, Givaldo Vieira, e prefeitos da região.
A Samarco recebeu a Licença de Instalação (LI) para a 4º Usina de Pelotização da mineradora, instalada no complexo do município de Anchieta, no Sul do Estado, pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) no dia 31 de março. O documento era fundamental para que a empresa pudesse iniciar as intervenções na área do empreendimento, porém devem ser cumpridos ainda 73 condicionantes ambientais para continuar o processo de licenciamento.
Entre as exigências estipuladas pelo Iema está a implementação de uma nova Estação de Tratamento de Efluentes Industriais, visando à melhoria do sistema em toda a planta industrial e elaborar um estudo sobre material particulado, que inclui a caracterização desde partículas mais finas como o PM 2,5 até as mais grossas, popularmente conhecida como pó preto.
A empresa também teve que apresentar um programa de mobilização e desmobilização de trabalhadores durante sua fase de instalação, incluindo informações sobre a contração de mão-de-obra local.
Para a obtenção da LI, de acordo com o Iema, a Samarco assinou um Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) com o órgão, comprometendo-se a destinar os recursos para as Unidades de Conservação de acordo com critérios estabelecidos pela Câmara de Compensação Ambiental do órgão. O valor total é de aproximadamente R$ 8 milhões, para ser aplicado em unidades do entorno do empreendimento.
A Gazeta