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Samarco investe R$ 5 bilhões em Minas e Espírito S

Notícias Gerais

09/07/2010


O plano de expansão da Samarco Mineração, do grupo Vale, nas suas unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo foi orçado em R$ 5 bilhões até 2013, cifra que poderá sofrer algum ajuste até a conclusão, em no máximo cinco meses, dos estudos de viabilidade econômica do projeto. A direção da empresa firmará acordo, na terça-feira, com o governo mineiro para a execução das obras a partir do primeiro trimestre do ano que vem, cronograma que ainda depende de aprovação pelos acionistas ? Vale e a multinacional BHP Biliton.
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Cerca de metade dos investimentos será aplicada em Minas, informou ontem o superintendente do projeto, batizado de Quarta Pelotização da Samarco, Maury de Souza Junior. O pacote de recursos definido pela mineradora permitirá aumento de 37,5% da capacidade de produção , saindo dos 22 milhões de toneladas de pelotas de ferro (minério aglomerado destinado à indústria siderúrgica) do ano passado para 30,5 milhões de toneladas por ano dentro de três anos.
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Mineroduto
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O projeto compreende o terceiro mineroduto da Samarco, com 400 quilômetros de extensão, cortando 25 municípios dos dois estados onde a empresa atua, um terceiro concentrador na reserva de Germano, em Mariana e Ouro Preto, uma quarta usina de pelotização em Ponta Ubu, no município capixaba de Anchieta, e adaptações no terminal portuário próprio da companhia. O duto que escoará a matéria-prima será construído na mesma faixa de servidão dos dois equipamentos já existentes. O programa mais recente de ampliação da mineradora foi concluído em meados de 2008, pouco antes do estouro da crise financeira mundial, que afetou duramente o comércio das indústrias de mineração e siderurgia.
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A recuperação das vendas, no entanto, levou a produção a retornar aos níveis pré-crise e a empresa já opera a plena carga. O novo projeto será apresentado ao Conselho de Administração da Samarco até o fim do ano, com a previsão de 36 meses de duração das obras. No pico da construção, serão abertos 12 mil postos de trabalho temporários, dos quais 5,5 mil em Minas.
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Segundo Souza Junior, da Samarco, para a operação dos equipamentos a empresa vai criar 400 empregos diretos e terceirizados no estado. A prioridade no preenchimento das vagas será dada aos trabalhadores da região da mina. A previsão é de que pelo menos 35% desses empregos ficarão concentrados no entorno da unidade mineira da empresa. ?Pretendemos contratar o máximo possível de mão de obra local. A população ganha com isso e o município também, uma vez que a economia da região será estimulada, assim como a arrecadação de impostos?, afirma o executivo.
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Cursos
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Outro fator ao qual a empresa tem atenção, de acordo com Souza, é mininizar os impactos sociais de um empreendimento de grande porte, em especial, a movimentação no canteiro de obras. A Samarco vai oferecer cursos de formação e qualificação de mão de obra. Para definir áreas profissionais com maior demanda, a exemplo da construção civil e da montagem metalmecância, a mineradora contratou pesquisa no Espírito Santo e fará o mesmo em Minas neste mês. O conteúdo dos cursos incluirá a gestão de negócios para quem deseja trabalhar por conta própria.
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Usiminas
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Contratos de transporte de minério e produtos siderúrgicos da Usiminas foram assinados ontem com a Vale, controladora da Estrada de Ferro Vitória a Minas e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A siderúrgica vai ampliar em 32% o escoamento de aço com destino à Grande São Paulo e terá uma economia estimada em R$ 1,9 milhão por ano durante o período de vigência do acordo, de seis anos. A Usiminas Mecânica vai fabricar 150 vagões.

Uai


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