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Saída de Barbosa da Vale surpreende até controladores

Notícias Gerais

29/06/2010


A saída de Fábio de Oliveira Barbosa da Vale, onde era diretor executivo financeiro e de relações com investidores desde 2002, não agradou ao mercado.
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Em comunicado, a Vale informou que o executivo “deixa a diretoria-executiva de finanças e relações com investidores para buscar novos desafios profissionais em sua vitoriosa carreira e deverá ser substituído por Guilherme Perboyre Cavalcanti, cujo nome será submetido à aprovação do conselho de administração na próxima reunião”.
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Procurado pelo Valor, Barbosa não quis comentar o fato.
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Em oito anos de gestão de Roger Agnelli como presidente executivo da Vale, Barbosa é o 10º diretor a sair da empresa. Antes dele, deixaram a diretoria da mineradora Mozart Litwinski, Antonio Miguel, Armando Santos, Diego Hernandez, Guilherme Laager, Phil Du Toit, Demian Fiocca, Gabriel Stoliar e José Lancaster.
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Essa alta rotatividade chama a atenção dos investidores na medida em que contribui para gerar um clima de incerteza em relação à administração de uma companhia do porte da Vale, avaliam analistas de mercado. Para um representante do setor mineral, esse tem sido o pior problema de governança da Vale.
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Acionistas da Vale foram procurados pelo Valor para comentar a saída de Barbosa. Sérgio Rosa, presidente do conselho da Vale, ex-presidente da Previ, se manifestou surpreso com a notícia. Sem conhecer ainda o real motivo da saída de Barbosa, como declarou, Rosa preferiu atribuir o fato a uma decisão pessoal e não crê que tenha algo a ver com questões políticas. O representante do Bradesco, Renato Gomes, também admitiu ter sido surpreendido. “Fábio tinha um bom trabalho na companhia. Roger (Agnelli) comunicou os motivos da saída ao representante dos acionistas, Mario Teixeira, ao longo do fim de semana. Mas como estava de férias ainda não recebi a informação.”
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Gomes elogiou a solução interna rápida encontrada por Agnelli para substituir Barbosa. Perboyre Cavalcanti exercia o cargo de diretor global de finanças corporativas na Vale desde setembro de 2005, depois de ter sido diretor de tesouraria da Globo Participações e Comunicações entre 2002 a 2005. Cavalcanti respondia a Fábio Barbosa e é um profissional competente e experiente, segundo Gomes.
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Na avaliação dos analistas, os investidores não gostaram da mudança e a direção da Vale terá que dar “uma explicação plausível ao mercado” para não gerar especulação que prejudique as ações da empresa. “O momento, às vésperas das eleições, é bem sensível e ruim para a saída de um diretor financeiro. A Vale tem muito caixa e as dúvidas serão se a saída de Barbosa se deu por discordâncias estratégicas”.

Valor Econômico


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