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Rio+20, o desenvolvimento sustentável e a mineração – VI

Notícias Gerais

11/11/2011


Ignacy Sachs, “um dos mentores, na década de 1970, do que depois passou a se chamar desenvolvimento sustentável”, como nos lembra Marta Salomon, em matéria de sua autoria no “Estado de São Paulo”, afirma que “está nas mãos dos países emergentes – principalmente do Brasil e da Índia – as chances de avanço na próxima Conferência das Nações Unidas”, a Rio+20.Como ela nos lembra, “Sachs combina, no raciocínio acima, o suposto desinteresse dos países industrializados e a maior responsabilidade das economias em desenvolvimento, além de 40 anos de experiência, desde que ajudou a organizar a primeira conferência sobre o tema, em 1972, na Suécia”.
“Todo mundo está fazendo análise dos 20 anos a partir da Rio 92. E acho que há uma opinião bastante difundida de que nós temos de criar juízo. Outro elemento que vai influenciar a conferência é esta última crise que estamos vivendo. Ela mostra que é preciso mudar de rumo”, destaca ele.
E Sachs complementa: “Meu cenário ideal (para a Rio+20) seria os países-membros das Nações Unidas reunirem-se para dizer o seguinte: temos de mudar de rumo e isso implica uma volta ao planejamento de longo prazo, que deve incluir conceitos como a pegada ecológica e oportunidades de trabalho decente. Vamos pedir que os países-membros voltem daqui a três ou cinco anos com esses planos de desenvolvimento. E, ao mesmo tempo, que as Nações Unidas, com um pouco de ordem na sua casa, voltem a um antigo conceito que nunca foi implementado, que é os países ricos destinarem 1% de seu PIB a um fundo de desenvolvimento dos países pobres. Podemos avançar no sentido de taxar as emissões de carbono.”
Por seu turno, no que respeita à “perspectiva brasileira” relativa à Sustentabilidade, segundo a HSM Management, “pesquisa conduzida pela DOM Strategy Partners, no segundo semestre de 2010, com mais de 200 das 500 maiores empresas do Pais”, relativa aos ” dez erros corporativos principais em suas políticas de sustentabilidade”, chegou à seguinte conclusão: ” 1. Dissociação do core business; 2. Falta de realismo; 3. Incoerência na fixação de prioridades; 4. Viés unidimensional; 5. Baixa percepção do impacto no entorno; 6. Incoerência de governança; 7. Mensuração inexistente; 8. Comunicação ineficiente; 9. Visão e valores dispersos e desalinhados; 10. Miopia em relação aos resultados potenciais” .
No que respeita à Mineração e à sua empresa, os erros acima se aplicam? E quanto à Rio +20: seremos atores ou coadjuvantes?
Importante destacar que, de acordo com processo inclusivo e transparente de elaboração das propostas do Brasil, o Ministério do Meio Ambiente abriu Consulta Pública, cujos resultados deverão subsidiar e fortalecer as posições a serem defendidas pelo País, que consiste em um questionário: o MMA tornará disponíveis em (hotsite.mma.gov.br/rio20) o documento apresentado pelo Governo Brasileiro ao Secretariado das Nações Unidas e a síntese das contribuições recebidas por meio desta Consulta (ver link:; http://hotsite.mma.gov.br/rio20/consulta-publica-4/).
*José Mendo Mizael de Souza é engenheiro de minas e metalurgista formado pela Escola de Engenharia da UFMG em 1961, presidente da J. Mendo Consultoria, do Centro de Estudos Avançados em Mineração (Ceamin), do Conselho Diretor e da diretoria da Associação Brasileira para o Progresso da Mineração (Apromin) e do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia da ACMinas.

Minérios e Minerales


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