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Rio+20, o desenvolvimento sustentável e a mineração – V

Notícias Gerais

11/10/2011


Temos divulgado neste nosso espaço a “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, a Rio + 20, e enfatizado a importância crucial de a Mineração brasileira ser um dos atores proativos da mesma.
Com este foco, sou de opinião que valem serem divulgadas pelo menos algumas das informações que Fernando Lyrio, Assessor Extraordinário para a Conferência Rio+20 do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, prestou a Daniela Chiaretti, do Valor, conforme matéria divulgada com o título “Brasil quer que a cúpula Rio+20 fixe metas ambientais”, as quais, por seu interesse, reproduzimos, a seguir.
“A conferência em si foi convocada para os dias 4, 5 e 6 de junho, quando virão os chefes de Estado. Há todo um processo preparatório internacional e nacional em curso para ela acontecer. Mas é importante saber que o fato da conferência ser no Rio dá pouca governança ao Brasil sobre a sua agenda. A Rio+20 é uma conferência da ONU, o Brasil se ofereceu para ser sede dela. A discussão da agenda, de tudo o que vai acontecer, e como, está ocorrendo em Nova York e tem que ser acordado por todos os países das Nações Unidas.
No dia 1º de novembro todos os países deverão apresentar, por escrito, suas visões e idéias para o que se quer que a Rio + 20 seja. Governo, grupos empresariais, ONGs, todos podem apresentar suas propostas. O Brasil está hoje no processo de preparação das posições brasileiras. Dentro do governo estamos começando discussões sobre contas públicas, sobre instrumentos econômicos, falando de erradicação da pobreza, de muitas coisas além da biodiversidade e mudança do clima do ponto de vista ambiental em estrito senso.
Os diversos segmentos da sociedade fazem parte da comissão nacional e o Brasil fechará um documento que tentará refletir toda essa gama de interesses. Só que o Brasil apresentará o documento com quase 200 outros países. O secretariado da ONU irá pegar todas as propostas e transformar em um documento único, que será o documento de negociação, a base das conversas daquilo que iremos aprovar como resultado da Rio +20.
A conferência começa dia 28 de maio e dura dez dias. De 28 a 30 de maio ocorre a última das reuniões preparatórias, com os negociadores. Depois, de 31 a 3 de junho pensamos em ter oito grandes painéis, sobre temas relevantes à agenda da conferência e que informem o debate dos chefes de Estado. Vamos convidar personalidades mundiais, com relevância sobre assuntos como água, energia e outros. Esta é uma proposta brasileira. Além disso queremos pensar uma maneira que assegure maiores espaços para os atores não governamentais que cada vez tem mais influência no mundo, como o setor privado, os setores sociais, ONGs.”
Como se pode ver das informações do Fernando Lyrio, acima, e a matéria da Daniela Chiaretti destaca, “A Rio+20 não é uma conferência de meio ambiente. Está em jogo um novo modelo de desenvolvimento do planeta”: nós, da Mineração, não podemos, de forma alguma, estar ausentes da construção desse novo modelo!

Coluna do Mendo – Minérios & Minerales


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