Rio Tinto prevê alta da produção de minério e carvão coque em 2011
14/04/2011
Demanda por aço está sendo impulsionada pela rápida industrialização na Ásia, particularmente na China e Índia
MELBOURNE – A Rio Tinto prevê um aumento da produção de minério de ferro e de carvão coque em 2011, à medida que suas operações na Austrália se recuperam dos ciclones tropicais e das chuvas de monções que castigaram importantes regiões mineradoras do país no início deste ano.
Os volumes de produção de alumínio também deverão aumentar, enquanto a produção de cobre e urânio recuarão neste ano, acrescentou a companhia.
“Nossas operações australianas de carvão, minério de ferro, urânio e alumina foram afetadas pelas condições extremas do tempo no primeiro trimestre, mas a maior parte está se recuperando e sendo beneficiada pela contínua alta dos preços”, afirmou o executivo-chefe da Rio Tinto, Tom Albanese.
A demanda por aço, junto com as matérias-primas essenciais para a sua fabricação – ou seja, minério de ferro e carvão de coque -, está sendo impulsionada pela rápida industrialização na Ásia, particularmente na China e Índia.
As exportações de minério de ferro da Austrália devem totalizar 425 milhões de toneladas neste ano, uma alta de 5,5% em comparação com o ano passado, segundo dados do Escritório de Agricultura e Recursos Econômicos e Ciências do governo australiano. A Bacia de Bowen, no Estado de Queensland, corresponde a cerca de 40% da produção mundial de carvão coque.
A Rio Tinto disse que sua produção total de minério de ferro caiu 3% no primeiro trimestre do ano, para 42 milhões de toneladas, com a interrupção de suas operações na região de Pilbara, por causa de três ciclones e inundações. A empresa, que está trabalhando para expandir sua capacidade em Pilbara para 283 milhões de toneladas por ano, disse que a produção da Austrália e do Canadá deverá aumentar para 191 milhões de toneladas em 2011, de 184,6 milhões ano passado.
Segundo a Rio Tinto, a produção australiana de carvão de coque duro caiu 12% no primeiro trimestre, enquanto a produção de carvão térmico foi consistente com o mesmo intervalo do ano passado. A produção de carvão coque deverá subir para 9,3 milhões de toneladas este ano, mas a de carvão térmico provavelmente irá cair para 18,2 milhões de toneladas, de quase 9 milhões de toneladas e 18,4 milhões de toneladas, respectivamente, em 2010, disse a empresa.
A empresa afirmou que sua produção de alumina caiu 4% no primeiro trimestre, principalmente devido à chuva em Queensland, enquanto a produção de alumínio, ficou estável. A Rio Tinto prevê que a produção de alumina atingirá 9,4 milhões de toneladas, enquanto a de alumínio totalizará 3,9 milhões de toneladas, ante 9,1 milhões de toneladas e 3,8 milhões, respectivamente, em 2010.
A produção de cobre caiu 14% no primeiro trimestre deste ano, principalmente devido a um declínio nos teores de cobre da mina Escondida, no Chile, e da mina Grasberg, na Indonésia. A Rio Tinto disse que a produção de cobre deverá cair cerca de 21% neste ano, para cerca de 539 mil toneladas. As informações são da Dow Jones.
O Estado de São Paulo