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Rio Tinto investe para ampliar sua produção de bauxita

Notícias Gerais

20/06/2008


A Rio Tinto, uma das maiores mineradoras do mundo, pretende investir US$ 1 bilhão para ampliar sua da produção de bauxita na Austrália, para aproveitar a forte demanda por alumínio. A empresa é a maior produtora mundial de bauxita, matéria-prima para a alumina, que depois é transformada em alumínio. Hoje sua maior mina desse minério está localizada em Weipa, em território australiano, que responde por 18,2 milhões de toneladas de sua produção total anual de 32 milhões de toneladas. Em março deste ano a Rio Tinto já havia retomado suas atividades de pesquisa na região do rio Curuá, na margem esquerda do rio Amazonas, no Pará, onde a empresa descobriu uma grande reserva de bauxita, com potencial que pode chegar a 4 bilhões de toneladas. As pesquisas estavam suspensas desde o final de 2006, depois que o governo do estado criou várias unidades de conservação na Calha Norte. A maior parte da reserva está localizada dentro da área da Estação Ecológica (Esec) Grão Pará, de proteção integral, na qual não é permitida a atividade mineral. A Rio Tinto conseguiu obter da secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema) a licença ambiental para retomar a pesquisa mineral dentro da Floresta Estadual do Paru, que é uma área de uso sustentável e onde estão entre 10% a 15% do potencial de recursos minerais de bauxita descobertos pela empresa. A atividade mineral é permitida na Flota, desde que atendidos todos os elementos de licenciamento ambiental. O investimento previsto para o projeto da Rio Tinto na Calha Norte é de US$ 2,2 bilhões. Steve Hodgson, chefe para bauxita e alumina da Rio Tinto Alcan, divisão de alumínio da Rio Tinto, de acordo com notícia da Agência Estado, afirmou que a expansão na Austrália vai gerar recursos para a expansão de US$ 1,8 bilhão da refinaria de alumina Yarwun `e vai apoiar os planos da Rio Tinto Alcan de ser uma grande participante do terceiro maior mercado de bauxita em vendas`. Dick Evans, chefe da Rio Tinto Alcan, afirmou na semana passada que o grupo conversou com a chinesa Chinalco sobre cooperação no desenvolvimento de novas minas de bauxita perto de Weipa. A Chinalco é o maior acionista da Rio Tinto, depois de ter comprado 9% das ações do grupo em janeiro deste ano, e planeja despender bilhões de dólares para desenvolver o depósito de Arukun, ao sul de Weipa. Separadamente, um jornal australiano afirmou hoje que a Chinalco pode aumentar sua participação na Rio Tinto. A compra de ações da companhia pelo grupo chinês foi interpretada como uma tentativa de bloquear a oferta hostil de US$ 167 bilhões feita pela concorrente BHP Billiton, refletindo temores chineses de que a companhia combinada terá muito poder sobre os preços, especialmente no mercado de minério de ferro. A Rio Tinto rejeitou a oferta de 3,4 ações da BHP por cada ação da Rio Tinto, por considerá-la muito baixa.

Pará Negócios


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