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Riacho dos Machados já tem licença de instalação

Notícias Gerais

21/09/2011


Autorização viabiliza empréstimo.
A Mineração Riacho dos Machados (MRDM), subsidiária da canadense Carpathian Gold Inc., obteve a licença de instalação (LI) ad referendum para explorar reservas de ouro e minério de ferro em uma área de aproximadamente 600 hectares, em Riacho dos Machados, no Norte de Minas. O projeto está orçado em cerca de US$ 150 milhões. Embora a LI ainda esteja sujeita à aprovação final do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) do Norte de Minas, a autorização viabiliza a negociação do financiamento do aporte com o Macquarie Bank, do Canadá.
A MRDM, por meio da assessoria de comunicação, explica que, caso houvesse demora ainda maior para a concessão da licença, o investimento correria risco de não sair do papel. A empresa esclarece que o aporte no Norte de Minas contará, exclusivamente, com capital estrangeiro.
A licença prévia (LP) do empreendimento foi concedida no final de 2010 e a LI deveria ter saído ainda no começo deste ano, conforme havia previsto a empresa. Entretanto, o atraso ocorreu em função de adaptações exigidas para o projeto pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas.
Com o atraso, o início das operações do projeto, inicialmente previsto para 2012, deverá ocorrer somente em 2013. Ao todo, foram 23 condicionantes exigidas pelo órgão responsável pelo licenciamento ambiental, além da elaboração de um Plano de Controle Ambiental (PCA), já entregue à Supram, segundo a mineradora.
A jazida lavrável do insumo siderúrgico chegou a ser estimada em 15 milhões de toneladas, mas a empresa já confirmou que a reserva alcança 18 milhões de toneladas de minério. Após a concessão da LI, o prazo de instalação do empreendimento é de 16 meses a 18 meses. Já a concentração de ouro, de acordo com os levantamentos realizados, é de quase 3 gramas por tonelada lavrável, o que possibilita uma produção anual de 100 mil onças ou três toneladas do metal por ano.
Após o início das operações, o empreendimento deve gerar entre 240 e 280 empregos diretos. A empresa negocia com o governo do Estado e com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) uma forma de promover o treinamento da mão de obra local.
A jazida que será explorada pela subsidiária do grupo canadense pertenceu à Vale S/A até 1997. Porém, em virtude da queda do preço nominal do ouro na época, os negócios ficaram inviáveis e a mineradora desativou a mina. A crise financeira mundial, que explodiu em setembro de 2008, por outro lado, colocou o metal em posição de investimento seguro e a exploração da reserva voltou a ser rentável.
Hoje, com a forte valorização do metal no mercado internacional, os investimentos no setor ganharam ainda mais fôlego. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), apenas entre 2011 e 2015 devem ser aportados no segmento US$ 2,4 bilhões. Minas Gerais deve receber pelo menos 50% desse montante – US$ 1,2 bilhão.

Diário do Comércio


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