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Riacho dos Machados investirá US$ 150 mi

Notícias Gerais

01/08/2011


Mineradora protocola a LI.
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A Mineração Riacho dos Machados (MRDM), subsidiária da canadense Carpathian Gold Inc., já protocolou pedido de licença de instalação (LI) na Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas. O desfecho positivo do licenciamento permitirá à mineradora explorar reservas de ouro e minério de ferro em uma área de aproximadamente 600 hectares, em Riacho dos Machados, no Norte de Minas. O projeto está orçado em cerca de US$ 150 milhões.
A licença prévia do empreendimento (LP) foi concedida no final de 2010 e a LI deveria ter saído ainda no começo deste ano, conforme já havia previsto a empresa. Entretanto, o atraso ocorreu em função de adaptações exigidas para o projeto pela Supram Norte de Minas.
Ao todo foram 23 condicionamentos exigidos pelo órgão responsável pelo licenciamento ambiental, além da elaboração de um Plano de Controle Ambiental (PCA), já entregue à Supram, segundo a mineradora. A jazida lavrável do insumo siderúrgico chegou a ser estimada em 15 milhões de toneladas, mas a empresa já confirmou que a reserva alcança 18 milhões de toneladas.
Após a concessão da LI, o prazo de instalação do empreendimento é de 15 meses e o início das operações estava previsto inicialmente para o primeiro trimestre de 2012, data que pode sofrer atraso em função da demora do pedido oficial da licença.
Em decorrência do aumento das projeções da reserva de minério de ferro lavráveis e das variações cambiais deste o início do projeto, a empresa aumentou em aproximadamente US$ 20 milhões o orçamento inicial do empreendimento. Outros compromissos legais também contribuíram para a elevação do aporte.
A mineradora informou anteriormente que negocia o financiamento do projeto com um banco internacional, cujo nome ainda não foi revelado. Apesar de as taxas das linhas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) serem consideradas mais pesadas, a empresa também não descarta a contratação de uma linha de crédito com a instituição.
A concentração de ouro, de acordo com os levantamentos realizados até o momento, é de quase 3 gramas por tonelada lavrável, o que possibilita uma produção anual de 100 mil onças ou três toneladas do metal por ano. A exploração das reservas encontradas deve se estender por cerca de dez anos, considerando as minas a céu aberto e as subterrâneas.
Energia – A MRDM já havia afirmado que as linhas de transmissão de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que abastecem a região só eram capazes de distribuir 6 megawatts frente a uma necessidade de 10 megawatts. A empresa cogitou investir na aquisição de geradores de energia a diesel, mas a Cemig, mediante uma fatia de participação da mineradora no aporte, vai implementar a distribuição regional.
Após o início das operações, o empreendimento deve gerar entre 240 e 280 empregos diretos. A empresa negocia com o governo do Estado e com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) uma forma de promover o treinamento da mão de obra local.
A jazida que será explorada pela subsidiária do grupo canadense pertenceu à Vale S/A até 1997. Porém, em virtude da queda do preço nominal do ouro na época, os negócios ficaram inviáveis e a mineradora desativou a mina. A crise financeira mundial, que explodiu em setembro de 2008, por outro lado, colocou o metal em posição de investimento seguro e a exploração da reserva voltou a ser rentável.

Diário do Comércio


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