RGM cria posto de informações sobre projeto de ilmenita no Rio Grande do Sul
09/07/2014
O projeto Atlântico Sul, da Rio Grande Mineração (RGM), que visa produzir ilmenita, zircão e rutilo, no município de São José do Norte, Rio Grande do Sul, terá os seus dados acessíveis para a população local em um posto de informações, instalado pela empresa na última sexta-feira (4), no centro da cidade. A mineradora estima em R$ 800 milhões o investimento necessário na nova mina.
A vida útil estimada para o projeto é de 20 anos. A empresa pretende alcançar a meta de 300 a 600 mil toneladas como produção anual, quando a mina estiver em plena atividade. O início da operação deve ser em 2017, mas depende ainda da obtenção de licenças ambientais.
O projeto Atlântico Sul é uma junção dos antigos projetos da Bojuru, da Paranapanema, e Retiro, da Rio Tinto, comprados pela Rio Grande.
Na primeira fase do projeto, serão investidos cerca de US$ 340 milhões para o estabelecimento da lavra e para a planta de processamento de minério, disse Luiz Bizzi, CEO da RGM, durante uma entrevista ao NMB, há três meses.
O processo de beneficiamento do minério será feito por meio de separação gravimétrica, magnética e eletrostática, o que pode contribuir para a obtenção das licenças ambientais necessárias, segundo o CEO.
A recuperação topográfica será feita à medida que a frente de lavra avança e demorará cerca de 18 meses para recompor cada lote de área minerada. A companhia fechou parceria com a HAR Engenharia e a CPEA para a execução da parte ambiental do projeto.
Para o escoamento da produção, a empresa negocia com a Estaleiros do Brasil (EBR) e com outras empresas estabelecidas na região, visando utilizar o espaço portuário que está sendo construído em São José do Norte para escoar o material que será exportado.
Cerca de 350 postos de trabalho diretos, além dos indiretos, poderão surgir em São José do Norte, com o desenvolvimento do projeto Atlântico Sul. Com informações do jornal gaúcho Agora.
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